segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Concurso Nacional de Leitura
Representações do Natal
10 de Dezembro - Dia Mundial dos Direitos Humanos
O que falta cumprir?
A esta e outras interrogações procurou dar resposta a comunicação do Dr. Daniel Oliveira da Amnistia Internacional, convidando depois alunos e professores a visitarem a exposição sobre a não proliferação de armas no mundo, patente no átrio da biblioteca.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Barroco e Romantismo na Arte e na Literatura
Feira do Livro
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Projecto de leitura e expressão escrita e visual:Meu Pé de Laranja Lima

Tornou-se imprescindível a leitura e discussão da obra com o envolvimento da disciplina de Língua Portuguesa, leccionada pela professora Carla Teixeira.
Por seu turno, a coordenação da BE, em conjunto com a professora colaboradora e coordenadora de Português, Lurdes Cardoso, viu neste projecto uma boa oportunidade para aprofundar o trabalho de promoção da leitura que tem vindo a desenvolver de forma articulada com os professores e departamentos e pôr em curso um plano de avaliação da BE, no domínio da “Leitura e Literacia”.
Os propósitos essenciais deste projecto assentam no desenvolvimento de competências de leitura e expressão artística e na avalição do seu impacto no sucesso educativo dos alunos.
A 1ª. fase culminou com a apresentação / debate da obra levada a cabo pelas turmas envolvidas, no espaço da BECRE onde, além de lerem e comentarem algumas passagens do livro, os alunos preencheram um texto lacunar e compuseram uma árvore com palavras sugeridas pelo conteúdo da obra.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O autor de Dezembro
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Autora do mês de Novembro


Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1919 e faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004.
Da infância aristocrática e feliz passada no Porto ficaram imagens e reminiscências que povoam, de forma explícita ou alusiva, a sua obra poética e ficcional, particularmente os contos para crianças .
Entre 1936 e 1939 frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Familiarizou-se assim com a civilização grega, que admirou profundamente e que aparece também espelhada na sua obra, seja em poemas que glosam motivos helénicos (figuras históricas, figuras mitológicas, lugares carregados de significado histórico ou mítico), seja naqueles que, de um modo mais geral, recuperam as noções clássicas de harmonia, inteireza e justiça.
A noite é uma presença muito forte no seu primeiro livro de versos e será um motivo constante em toda a obra, inclusivamente nos contos para crianças.
Em Sophia, essa vivência ora exalta a fantasmagoria e o mistério, ora se maravilha com a beleza que a noite traz consigo (sendo o adjectivo “brilhante” um dos preferidos para a qualificar), ora está ligada a um desejo de fuga ou evasão, ora permite o reencontro do eu consigo mesmo no silêncio e na solidão.
Depois do casamento, em 1946, com Francisco Sousa Tavares – advogado, jornalista e politico - , a poesia de Sophia tornou-se mais interveniente e atenta às questões sociais do seu tempo.
Paralelamente, Sophia teve uma actuação cívica relevante antes e depois do 25 de Abril, na oposição ao regime de Salazar e na defesa das liberdades: foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores e, após a Revolução, deputada à Assembleia Constituinte.
Foi distinguida com o Prémio Camões em 1999, o Prémio Max Jacob de Poesia em 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003.
A extensa obra que nos legou reparte-se pelos domínios da poesia, da ficção, do conto para crianças, do ensaio, do teatro e da tradução (com magníficas versões de textos de Eurípides, Shakespeare, Claudel e Dante).
Poesia:
Coral, Porto, 1950;
No Tempo Dividido, 1954;
Mar Novo, 1958;
O Cristo Cigano, 1961;
Livro Sexto, 1962;
O Nome das Coisas, 1977;
Navegações, 1983;
Ilhas, 1989;
Musa, 1994;
O Búzio de Cós e Outros Poemas, 1997.
Contos Exemplares, 1962;
Histórias da Terra e do Mar, 1984.
Contos para crianças:
A Fada Oriana, 1958;
A Noite de Natal, 1959;
O Cavaleiro da Dinamarca, 1964;
O Rapaz de Bronze, 1965;
A Floresta, 1968;
Apreciamos particularmente este poema da autora:
Um dia
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
Sophia de Mello Breyner Andresen
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ano Vieirino na BM de Odivelas - Participação da Escola Secundária Braamcamp Freire

1º. texto - Alexandra Guerreiro
O inigualável talento do Padre António Vieira
Este texto expositivo-argumentativo é sobre “o génio de Vieira e o seu inigualável talento de arquitectar argumentos, explorar conceitos, trabalhar as palavras”, ou seja, é sobre toda a capacidade escrita do Padre António Vieira, e será analisado através de alguma informação sobre a sua vida e obra, nomeadamente, o “Sermão de Santo António aos Peixes”.
O Padre António Vieira foi um dos mais importantes escritores do Barroco português. Nasceu em 1608, em Lisboa, e com apenas seis anos foi para o Brasil, para a cidade da Baía, com os pais. Desde muito novo e ao longo de toda a sua vida, o Padre António Vieira foi sempre escrevendo e comunicando com outros povos, absorvendo outras culturas. Todas as suas viagens fizeram-no também viver novas experiências, de tal modo que tudo isto, e os seus estudos, fizeram-no sábio, experiente e com noção do Mundo, o que, na minha opinião, contribuiu para “o seu inigualável talento”.
A sua escrita é vista como um modelo rigoroso e lógico, e nela existe uma grande variedade de vocabulário e várias figuras de estilo, como a antítese, a conotação, a anáfora, a ironia, entre outras. Esta última é bastante utilizada no “Sermão de Santo António aos Peixes”, é o caso do seguinte excerto: “Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam. Uma só cousa pudera desconsolar ao pregador, que é serem gente os peixes que se não há-de converter. Mas esta dor é tão ordinária, que já pelo costume quase não se sente. Por esta causa não falarei hoje em Céu nem em Inferno; e assim será menos triste este sermão, do que os meus parecem aos homens, pelos encaminhar sempre à lembrança destes dois fins.”- Parte II do Sermão, linha 1 à 6. Por outras palavras, o Padre António Vieira, supostamente, estava a pregar um sermão aos peixes, mas não, indirectamente ele estava a falar para os homens. Outras das suas especialidades são os seus silogismos, isto é, os seus raciocínios lógicos.
Em suma, todos os seus argumentos, pensamentos, as suas ironias e o seu vocabulário diferenciado, único e variado, fizeram dele um “inigualável talento”, capaz de “arquitectar argumentos, explorar conceitos, trabalhar as palavras”.
2º. texto - Joana Monteiro
“O génio de Vieira, o seu inigualável talento de arquitectar argumentos, explorar conceitos, trabalhar as palavras.”
Ao lermos textos do Padre António Vieira como o Sermão de Santo António aos Peixes é difícil não repararmos nem ficarmos admirados com algumas características notáveis do seu discurso. Começando na boa construção e organização dos seus argumentos e de todo o seu raciocínio, passando pela exploração de conceitos e acabando na maneira como trabalha as palavras através dos recursos estilísticos, são muitos os exemplos que nos permitem afirmar e confirmar o génio de Vieira na elaboração das suas obras.
Em primeiro lugar, é de facto necessário referir que no Sermão existe sempre uma linha lógica de raciocínio que se mantém ao longo de todo o texto (veja-se como exemplo o facto de o discurso para os peixes ser feito segundo as funções do sal) e que, apoiada por articuladores de discurso, nos permite seguir as palavras do Padre. Claro que não é apenas necessário um modo de pensamento correcto para que o Sermão cumpra os seus objectivos, os argumentos bem fundamentados utilizados por Vieira são também grandes responsáveis e são muitos os exemplos de justificações de argumentos feitas através de referências bíblicas (como Jonas ou Noé, na parte II) ou outras (como Aristóteles, na mesma parte) ao longo do texto.
Também é importante mencionar a grande capacidade do Padre para usar a conotação, ou seja, utilizar as palavras para além do seu sentido literal. Aliás, todo o texto tem uma segunda intenção, porque ao falar com os peixes, por exemplo, ao louvá-los, o Padre acaba por criticar as atitudes dos homens, pois é para eles que, na verdade, é dirigido o Sermão. Assim, algumas frases críticas podem ser melhor percebidas quando pensamos no duplo sentido que podem ter.
Por último, é necessário falar dos vários recursos estilísticos presentes no texto. Por um lado, temos aqueles que mostram o seguimento da razão, permitindo mostrar dois aspectos de um mesmo assunto e organizar o discurso para que este seja melhor explicado e entendido. Como exemplos, temos a simetria (e a simetria invertida, o quiasmo) e o paralelismo, bem presentes ao longo de todo o texto (por exemplo, “Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar.”, linhas 9 a 11 da parte I) e na própria organização do Sermão e, para além destes, temos ainda a antítese (“… pesquem tanto, e que tremam tão pouco…”, linha 91 da parte III). Por outro lado, temos os recursos estilísticos mais relacionados com a expressão de emoções e destinados a captar a atenção do público e a intensificar uma ideia ou problema. Entre eles podemos referir a apóstrofe através do uso de vocativos, a utilização de expressões emotivas (“Oh!”), de repetições e de interrogações retóricas (“Que faria neste caso o ânimo generoso do grande António?”, linhas 39 e 40 da I parte).
Por todas estas razões, Vieira consegue cumprir os objectivos do Sermão: captar a atenção dos ouvintes tentando levá-los à correcção dos seus erros, e fazer uma crítica à sociedade que o rodeia e aos homens que dela fazem parte. O mais curioso é que algumas das críticas, como as paixões humanas da parte III, feitas então pelo Padre se mantêm até à sociedade actual. Talvez também por esta razão o discurso do Padre António Vieira nos surpreenda tanto e talvez também por isso o consideremos tão genial.
3º. texto - Patrícia Moreno
Uma arte admirável
Ao abordar “O génio de Vieira, o seu inigualável talento de arquitectar argumentos, explorar conceitos e trabalhar as palavras”, proponho-me debater as seguintes questões: por que será que Vieira é um génio? Por que será o seu talento de arquitectar argumentos inigualável? Como explora os conceitos e trabalha as palavras? Seguidamente vamos argumentar acerca da frase referida anteriormente e expor algumas ideias do nosso ponto de vista, respondendo às questões anteriores.
Vieira recorria naturalmente às técnicas que a Retórica organizara e reunira para fazer da sua palavra um meio eficaz de entretenimento e actuação, porém, no domínio das técnicas retóricas, Vieira não era propriamente um inovador uma vez que utilizava os processos que a escola ensinava. Por conseguinte, as técnicas eram comuns a quase todos os oradores da época. A maneira de as pôr em prática é que revela o génio de Vieira e o seu inigualável talento de arquitectar argumentos, visto que redigia sermões não só com o objectivo de instruir o auditório, agradar-lhe e comovê-lo, fazendo uma intervenção na vida política e social, mas também modificá-lo na sua conduta moral e política e criticá-lo socialmente, como podemos ver no Sermão de Santo António aos Peixes, no capítulo I, l. 54, em que há uma crítica explícita aos homens: “... já que os homens não se aproveitam...”.
Vieira era excelente na arte de tirar partido da polissemia das palavras, palavras utilizadas não só nas suas capacidades semânticas mas também na sua “materialidade fónica” e no seu “aspecto gráfico”, como defende Maria Lucília Pires. Todos estes elementos são utilizados na construção de um discurso talentoso. Com efeito, este autor também tem um talento inigualável de trabalhar as palavras utilizando-as numa variedade por vezes antitética, como por exemplo: «cegueira», «cego», «vede», «olhai». É apelando aos sentidos e à razão com insistência e com argumentos de verdade que visa convencer o auditório. Relendo o Sermão, podemos verificar na frase (parte III, ll. 34-36) “Só havia uma diferença entre Santo António e aquele peixe: que o peixe abriu a boca contra quem se lavava, e Santo António abria a boca contra os que se não queriam lavar”, que o Padre António Vieira trabalha bem as palavras ao utilizar a palavra “lavar” em dois sentidos (conotação).
Estou certa que Vieira é único a explorar conceitos de uma maneira extraordinária ao compará-los uns com os outros, utilizando argumentativamente várias vezes a simetria entre a terra e o sal, como na parte I, ll. 9-11 : “Ou porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar.”
O ritmo encantório que prende qualquer um pelos argumentos ponderados, pela riqueza e propriedade verbais, pelos paradoxos e efeitos persuasivos, tornaram a arte de Vieira admirável, de tal modo que este autor está presente nas nossas vidas hoje e para sempre.
4º. texto - Tatiana Rodrigues
O Génio de Vieira
Por que razão é António Vieira considerado um génio? Por que razão é o seu talento para arquitectar argumentos inigualável? Como é que os arquitecta? Como é a sua habilidade de explorar conceitos e trabalhar as palavras? Estas são as perguntas que eu coloco e a partir das quais irei glorificar o grandioso Padre António Vieira.
Vieira tinha um inigualável talento de arquitectar argumentos, explorar conceitos e trabalhar as palavras porque foi submetido a uma dura disciplina na escola jesuíta, onde aprendeu o domínio de técnicas retóricas de escritores clássicos como Aristóteles e Cícero. Vieira aplicava as técnicas comuns dos escritores da época, mas o modo de as pôr em prática é que revela a razão de Vieira ser considerado um génio a construir argumentos.
António Vieira estabeleceu contacto desde muito jovem com os povos indígenas, admirando os seus costumes e colocando-se a seu lado para os defender de torturas e humilhações, de tal modo que se destacou por ser o pregador das terras brasileiras e um defensor infatigável dos direitos humanos. Por isso, incansavelmente, pelejou contra a exploração e a escravização dos índios, visto que este povo trabalhava arduamente para os seus colonizadores, carregando e descarregando fardos sob os chicotes dos capatazes. Como bom retórico que era, e partindo da sua experiência como missionário, escreveu várias alegorias, tal como O Sermão de Santo António aos Peixes, onde encontramos o tema da defesa dos direitos humanos dos Índios e onde encontramos a sua admirável forma de expressão escrita.
A meu ver, neste Sermão é completamente visível o seu inigualável talento de arquitectar argumentos, o que se manifesta quando tem a coragem de criticar abertamente e satirizar os homens em “discursos engenhosos”. Concordo com o facto de o seu talento ser inigualável, único e distinto de todos os outros escritores, não só porque faz pregações morais com a finalidade de ensinar, mostrar o seu ponto de vista e tentar mudar o que está errado, mas também pela forma sublime como escreve e retrata a realidade, pelo “imprevisto da fantasia construtiva” e da caricatura (Hernâni Cidade), pela “sensação cativante da novidade” (Cândido Martins); pela forma como consegue construir argumentos de uma forma elaborada, metafórica e pela causticidade da ironia, como se pode ver numa das frases de Vieira que passo a citar: “Não só (peixes) vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário era menos mal. Se os pequenos comerem os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande.”
A sua habilidade de explorar conceitos e de trabalhar as palavras, na minha opinião, é também perceptível no mesmo Sermão quando escreve, e passo a citar: “Ou é por que o sal não salga, ou é porque a terra não se deixa salgar”. Aqui o autor estabelece uma analogia entre o conceito de sal e o pregador e entre o conceito de terra e os ouvintes, fazendo uma espécie de jogo (o conceptismo). A sua escrita é claramente dialéctica, o que dá mais ênfase à expressividade do texto, que eu admiro pela sua originalidade e efeito nos ouvintes. O facto de o autor trabalhar muitas vezes com frases curtas, que imprimem um ritmo rápido de compreensão do sermão, combinadas com muitas interrogações retóricas, que conduzem a uma entoação viva e apelativa dos seus discursos, deixam o leitor pasmado com a subtileza das críticas feitas através das metáforas e pela forma fantástica como escreve os seus sermões, ou seja, o leitor espanta-se não só pelo conteúdo como também pela forma como veicula esse conteúdo, tornando sublime a Língua Portuguesa.
Concluindo, é de louvar António Vieira pela sua perseverança como pregador e pela sua notável capacidade de escrever e argumentar. Podemos dizer, então, que o Padre António Vieira é o Sal da Terra e um dos expoentes máximos da Língua Portuguesa.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Autores de Outubro


Como fundador dos Beatles, era o líder natural da banda.
Em 1960, os Beatles eram formados por John Lennon (guitarra), Paul McCartney (guitarra), George Harrison (guitarra), Stuart Sutcliffe (baixo) e Pete Best (bateria).
Em 1962 trocaram de baterista, entrando assim Ringo Starr também de Liverpool.
Finalizava-se então a formação dos Beatles com John Lennon (guitarra), Paul McCartney (baixo), George Harrison (guitarra) e Ringo Starr (bateria). Paul McCartney passou a tocar baixo após a saída de Stu.
Em 5 de Outubro de 1962, os Beatles lançaram o seu primeiro compacto com a música "Love me Do".
No dia 11 de Fevereiro de 1963, em apenas um dia, gravaram o seu primeiro álbum “Please Please Me”.
Começou a beatlemania.
Em 1968, John Lennon apaixonou-se pela artista plástica Yoko Ono e depois disto ela tornou-se a pessoa mais importante na vida e carreira do músico inglês.
Protestaram juntos contra a guerra do Vietnam.
A gravação da música "Give Peace a Chance" em 1969 contra a Guerra do Vietnam marca a transformação de Lennon em activista anti-guerra.
Em 1970, os Beatles chegaram ao fim e a partir de então John Lennon dedicou-se à carreira a solo.
Yoko Ono foi e ainda é considerada por muitos fãs dos Beatles como uma das principais causas da separação do grupo.
Em 1980 voltou aos estúdios para gravar um novo álbum. Era como um recomeço.
Em 8 de Dezembro desse ano, John foi assassinado em Nova York por Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, quando retornava do estúdio de gravação junto com a mulher.
Autores de Outubro

Na década de 1940, as passagens por Madrid, onde tem contacto com as obras de Goya, e por Paris irão influenciar a sua obra de estilo expressionista. Marcado também pelo cubismo de Picasso, os seus quadros apresentam uma pintura dinâmica, geométrica, que caminha progressivamente para a abstração.
Destaca-se o caráter social de muitos dos seus quadros, nos quais situações do quotidiano popular são retratadas de forma geométrica com uma estrutura pictórica triangular, por vezes, quase abstracta, como se pode observar nas pinturas do Alentejo realizadas entre 1950 e 1951.
A mudança do Alentejo para o Porto irá produzir telas com estruturas geométricas rectangulares e pincelada mais solta e leve, mas em que a temática do trabalho e a vertente social continuam.
Uma viagem ao Brasil, em 1971, introduz uma nova mudança no estilo do pintor: a diagonal passa a dominar a estrutura do quadro.
Com uma carreira diversificada - pintura a fresco, vitral, painéis cerâmicos, ilustração de obras literárias e cenários teatrais -, Júlio Resende, professor na Escola de Belas-Artes do Porto, já fez mais de 50 exposições individuais e numerosas colectivas, está representado em vários museus e em muitas colecções particulares na Europa, África e América do Norte e Sul.
Autores de Outubro

Aqui se manteve até completar a instrução primária.
Desde muito cedo, por influência do pai, se iniciou no mundo da leitura.
Na escola, cultiva a sua paixão pela escrita.
A continuação dos estudos leva-o a Lisboa onde frequenta o colégio Vasco da Gama, o Liceu Camões e a Escola Lusitânia e, mais tarde, a Escola de Belas Artes. As férias passa-as em Santiago do Cacém.
Na grande cidade dá longos passeios. A vida nocturna fascina-o.
Encontra os seus primeiros empregos no comércio e na indústria. Apesar de muito ocupado, encontra tempo para o toureio e o desporto - jogou futebol, interessou-se pela espada e florete e ousou mesmo ganhar um campeonato de boxe.
Em 1925 publica num semanário de província os seus primeiros versos e narrativas.
Foi habitual colaborador em revistas literárias, como O Pensamento, Vértice, Sol Nascente e Seara Nova.
O escritor fez parte do grupo do Novo Cancioneiro, fazendo da sua obra uma importante intervenção social e política. Manuel da Fonseca, escritor do neo-realismo português, desenvolveu em prosa uma obra que retrata o Alentejo, as suas vilas e os seus montes, a sua ruralidade, o sofrimento da sua gente, a solidão. Membro do Partido Comunista. Contestatário e observador por natureza, a sua escrita era seguida de perto pela censura.
Manuel da Fonseca chegou a fazer a Escola de Belas-Artes, deixando registros dos seus traços em retratos de amigos, com José Cardoso Pires, mas nunca se sobressaiu como artista plástico.
O Vagabundo do mar
Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré…
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho hora marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
Aos vagabundos do mar.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Dia Europeu das Línguas

Desde 2001, o Conselho da Europa e a Comissão Europeia decidiram que o dia 26 de Setembro seria, anualmente, o Dia Europeu das Línguas, para comemorar o rico património de culturas e tradições que todas as línguas europeias representam - e não apenas as 23 línguas oficiais da União Europeia.
A diversidade linguística dá-nos a oportunidade de entrar na pele de outra pessoa e ver a vida de uma perspectiva diferente.
Neste dia, pedimos a alguns alunos que comentassem a afirmação que se segue. Deixamos aqui os melhores trabalhos, que ilustram não apenas a expressão escrita em diferentes idiomas mas também perspectivas diversas.
Por isso é que as línguas abrem caminhos, permitem conhecer tudo aquilo que nós quisermos e falar com quisermos; abrem caminhos para outras culturas.
Ricardo D., 11º2ª
Les langues ouvrent des chemins
Ana Lopes, Ana Santos, 9º5ª
Languages open ways
... a person who knows many languages has more opportunities in the future of getting a better job or a better life outside her(his) country.
Vera Ferreira, 10º2ª
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Ler multiplica a vida por mil
Weltliterature : leitura em exposição na Gulbenkian
O professor universitário António M. Feijó é o comissário da mostra, que ficará durante três meses na galeria de exposições temporárias da Fundação Gulbenkian.
Ao longo de 11 salas concebidas pelos arquitectos Francisco e Manuel Aires Mateus pretende-se mostrar a literatura portuguesa do Mundo e os autores da geração de Fernando Pessoa.
A exposição «é sobre Fernando Pessoa e alguns contemporâneos, alguns previsíveis, como é o caso de Mário de Sá-Carneiro, Almada, etc... mas outros que o não são», indicou António M. Feijó numa entrevista publicada na revista mensal da Gulbenkian.
«Um deles é Teixeira de Pascoaes», continuou, indicando ainda os nomes de Camilo Pessanha, «que é de uma geração anterior», e de Vitorino Nemésio, «que aparece como expoente de toda a grande poesia pós-Pessoa».
Segundo o comissário, a exposição «tem presentes as obras de que se fala nos textos - pintura, escultura, fotografia, mas também tem manuscritos, vídeos».
Sobre a convivência entre os vários objectos, Feijó apontou, por exemplo, um poema de Jorge de Sena que «descreve um quadro anónimo que está no Museu de Arte Antiga».
«Podemos trazer essa peça, e fizemo-lo, e pôr o poema em presença», explicou.
Para o arquitecto Manuel Aires Mateus, esta «é uma exposição sobre o prazer da literatura, a descoberta do prazer da cultura».
«É um convite à ideia de ler», reforçou.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Autor do mês de Setembro

António Lobo Antunes começou por utilizar o material psíquico que tinha marcado toda uma geração: os enredos das crises conjugais, as contradições revolucionárias de uma burguesia empolgada ou agredida pelo 25 de Abril, os traumas profundos da guerra colonial e o regresso dos colonizadores à pátria primitiva. Isto permitiu-lhe obter um reconhecimento junto dos leitores, que, no entanto, não foi inicialmente acompanhado pela crítica. Mas, hoje, é um dos escritores portugueses mais divulgados no estrangeiro.
Disse numa entrevista à Visão, em Setembro de 96, que as principais influências nos seus livros foram o cinema norte-americano, o cinema italiano, os andamentos da música, e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como sejam: Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari; mais tarde foi a descoberta de Simenon e posteriormente dos russos com Tolstoi e Tchekov.
Os Cus de Judas (1979)
Auto dos Danados (1985)
As Naus (1988)
Tratado das Paixões da Alma (1990)
Crónicas (1995)
Manual dos Inquisidores (1996)
O Esplendor de Portugal (1997)
Livro de Crónicas (1998)
Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura (2000)
Que farei quando tudo arde? (2001)
Segundo Livro de Crónicas (2002)
Eu Hei-de Amar Uma Pedra (2004)
História do Hidroavião (reedição 2005)
Terceiro Livro de Crónicas (2006)
Ontem Não Te Vi Em Babilónia (2006)
O Meu Nome é Legião (2007)
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
O escritor do mês de Julho


Nasceu na Beira, Moçambique, em 5 de Julho de 1955.
É um dos escritores moçambicanos mais conhecidos no estrangeiro.
Iniciou-se no jornalismo ao mesmo tempo que frequentava o curso de medicina, do qual desistiu para se dedicar a tempo inteiro ao jornalismo. Foi director da Agência de Informação de Moçambique.
Mais tarde tirou o curso de Biologia.
Estreou-se com um livro de poesia : Raiz de Orvalho, publicado em 1983.
Publicou em livro algumas das suas crónicas, que continuam a ser coluna num dos semanários de Maputo.
Seguem-se alguns excertos exemplificativos do empenho deste autor.
« (...) Chuvisco é isco da chuva? Enquanto se espera resposta, vale a pena resguardar a pergunta. O chuvisco, adolescente atrevido, molha tudo sem respeito. Ao tempo que vai lençolando as poeiras, o chuvisco abraça a terra mais terna até lhe requebrar a cintura e a fazer barro e matope. E aqui se dividem os nomes: matope é o lodo do mato, capim é a relva que mora fora do nosso jardim. È bom estar perto dos homens para deles receber os nomes mais valiosos. (...)»
«Zoo, ainda aceito. Mas lógico, porquê? As mais das vezes é mesmo ilógico: os animais com ordem de prisão, detidos sem outra legalidade que não seja a prepotência de nossa espécie. O senhor duvida? Então venha por outros olhos visitar o parque. (...)
O Leitor MAIS
Para testemunhar a sua apetência pela exploração de lugares e de sentimentos, ficou-nos a sua obra-prima: "O Principezinho".
« esta obra é incrível, pode ser lida tanto por adultos, como crianças e jovens (...) Saint-Exupéry apela à nossa sensibilidade, faz-nos descobrir o lugar mais doce que existe no nosso coração, as recordações da nossa infância, lembra-nosa criança que outrora fomos e isso é deveras importante. Este autor farto de viver a Humanidade em decadência escreveu esta obra para a adoçar e iluminar os corações mais tristes!»
Comentários “muito adequados” e uma avaliação “muito certeira” do essencial da obra é a apreciação da prof. Lurdes C. que salienta também como um aspecto interessante o facto de “mesmo os sentimentos precisarem de ser trabalhados”.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
O Escritor do mês de Junho: Fernando Pessoa

É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa e da literatura do século XX.
Trabalhou em jornalismo, publicidade e no comércio, mas o seu espírito esteve sempre na literatura.
Foi uma das figuras principais do movimento Orpheu (1915) que se tornaria o órgão representativo do primeiro modernismo português.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Miguel Real : Saramago e o Memorial do Convento
terça-feira, 27 de maio de 2008
O Memorial do Convento: uma leitura de Miguel Real

A sessão decorre no próximo dia 30 de Maio, às 15.30 h e envolve a participação de professores e alunos, em particular as turmas do 12º. 1 e 12º. 2 .
O escritor do mês de Maio : Manuel Alegre

Há um caminho marítimo no meu gostar de ti.
Há um porto por achar no verbo amar
há um demandar um longe que é aqui.
E o meu gostar de ti é este mar.
de ti. Há um saber pela experiência
o que em muitos é só um efabular.
Que de naugrágios é feita esta ciência
que é eu gostar de ti como um buscar
as índias que afinal eram aqui.
Ai terras de Aquém-Mar (a-quem-amar)
levai-me ao velho pinho do meu lar
eu o vi longe e nele me perdi.
Nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil e apoiou a candidatura do general Humberto Delgado.
Mobilizado para Angola em 1962, organiza aí uma primeira tentativa de revolta militar contra o regime e a guerra colonial, que o conduz à prisão, pela PIDE, durante 6 meses, em Luanda.
Nos 10 anos que esteve exilado em Argel, trabalhou como locutor da emissora de resistência "A Voz da Liberdade", regressando a Portugal depois do 25 de Abril de 1974.
Desde então tem participado activamente na vida política, exercendo vários cargos e mantendo-se associado ao partido socialista.É considerado o poeta português mais musicado.
O autor fala de si:
(...) Acusam-me de altivez e narcisismo. É sobretudo reserva, timidez e uma incapacidade física de praticar uma certa forma portuguesa de hipocrisia e compadrio. Ou talvez um tique que herdei de família: levantar a cabeça, olhar a direito. Tenho desde pequeno a obsessão da morte. Não o medo, mas a consciência aguda e permanente, sentida e vivida com todo o meu ser, de que tudo é transitório e efémero e não há outra eternidade senão a do momento que passa. Talvez por isso seja um homem de paixões. (...)
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Dia da Europa: 9 de Maio
Poesia de Laboratório...
Quando a poesia é tema...
Às vezes penso como é que os poetas conseguem escrever, mas também, como conseguem inspiração para mais. Depois, há sempre os poetas que nascem com um dom, um dom maravilhoso de exprimirem o que nos vai na alma e no coração. Porque apenas um verso, apenas uma estrofe e, dizem tudo o que nós queremos dizer e que não conseguimos, isto é, eles têm o dom da palavra, nós somente temos o dom do silêncio.
Por vezes para dizermos qualquer coisa, um discurso já pensado e repensado, custa muito ou até mesmo quando chega o momento, o silêncio invade-nos e continua o sofrimento daquelas palavras presentes no nosso coração.
Que tudo isto que escrevi não seja em vão e, sobretudo para que não me esqueça da razão do meu viver, mesmo que não me torne uma poetiza, será tudo diferente, de hoje em diante, por isso as facadas nas costas, por muito fundas que estejam, vou retirá-las, a mágoa continua por dentro, mas eu… eu vou deixar de sofrer por coisas que não interessam e preocupar-me com os verdadeiros problemas.
Simplesmente, gostava de ser poetiza para me refugiar nas palavras, como se elas fossem o meu escudo.
Não sei o que a poesia é. Não sei de onde veio nem para onde irá. É possível que tenha vindo da alma de alguém que um dia se dedicou a exprimir o que sentia.
Não sei porque a lêem ou porque gostam dela. Eu gosto. Talvez por dizer coisas que as pessoas simplesmente não dizem. Tudo fica mais fácil quando é escrito e não dito.
Às vezes penso sobre isso; A poesia é, talvez, o meio de escrita mais utilizado e mais reconhecido por expor sentimentos, fazer confidências ou apenas sonhar. Houve sempre a necessidade de o fazer e sempre haverá.
Nem todos a sabem fazer ou reconhecê-la. Apenas os mais dotados, os mais atentos, o conseguem. É isto que alguns usam como desculpa para que não tenham de a ler, entender ou fazer.
Que tudo isto não seja entendido como palavras sábias ou importantes para descreverem a poesia. Não o são, não só por eu não ter formação mas, sobretudo, por não ser uma das pessoas que a sabe fazer. Mesmo que tente, não consigo. E só quem a faz a sabe descrever.
Será tudo isto verdade? Talvez, porque apesar de não a fazer, eu leio-a e tudo sobre o que lemos, temos opinião. E, por isso, a minha opinião não deverá ser completamente desprezada.
Para concluir, a poesia é aquilo que é escrito, são os sentimentos de alguém, um sonho perdido, mas, essencialmente, é aquilo que é sentido pelo coração de outrem quando a lê.
Talvez seja dizer tudo sem dizer nada,
Directamente ou subjectivamente,
Sobre o amor e sobre o ódio,
Sobre o contentamento e sobre a mágoa.
É possivel e impossivel,
Simples e complexo.
É viver por um amor,
É morrer por uma dor.
É um dia e uma noite,
É um despertar e um adormecer.
É fazer do imaginário o real,
É fazer de palavras soltas um sentimento crucial.
Cada verso é uma incógnita,
Cada palavra uma emoção,
Cada sílaba um conjunto de inconstâncias,
Cada letra uma contradição.
Com um escrever de supremacia
É emoção com magia
Num papel encantado.
É esta a definição de poesia.
Ana, nº 2 10º 1
Raquel, nº 16 10º 1
domingo, 18 de maio de 2008
Lembrar Zélia Gattai

quinta-feira, 15 de maio de 2008
Registos poéticos
Noite escura
Mostra-me a tua bravura.
Alegria imensa
Música a tocar
O Pessoal animado
Todos a dançar
Vibra o coração
Entusiasmo a aumentar
Muita transpiração
Coração a saltitar
Cores imensas
Luz ofuscante
Céu brilhante
Lua saltitante
No seu luar
E toda a gente com a mão no ar
A saltar e a cantar…
nº14, 7º6
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Rima ou não rima
Beatriz
Brinca
Com bolas
Com bóias
Com barcos
Que boião
Que balançam
Com borrachas
Que borram
Que baralham
Com balões
Baratos e bicudos
E com baratas baralhadas.
Poema da Consoante
No pátio passeia-se
Plantam-se papoilas,
Pêssegos, peras,
Pássaros, passarinhos, passeiam nos are
Por Portugal, Palestina, Polónia
Paris, prata preciosa, PÁRA!
Pára de sussurra
Para pintar a porta
Que vai dar ao pensamento.
Joana , 7º6
O Violinista
O violinista toca
Uma bela melodia
Na noite escura e fria.
Por vezes toca com alegria
Por vezes com tristeza
Por vezes á lua cheia.
No céu azul ele inspira-se
No céu azul ele transpira
Transpira conhecimento e alegria.
Por vezes está farto...
Farto de inventar
Farto de tocar
Farto de não lhe darem o devido valor.
nº22, 7º6
Palavra pega palavra
Ontem comprei um chapéu
Chapéu para pôr na cabeça
Cabeça que hoje me dói
Dói com muita força
Força que me arrasta
Arrasta até ao sofá
Sofá que me aconchega
Será?
Joana , 7º6
A corrente descontente
Estava na caverna
Com a minha lanterna
Até que ouvi um canto
Que era um encanto.
Comecei a cantar, pintar e a desejar
Sair ali e nunca mais voltar.
Estava triste e a suspirar,
Com medo de cair
E não me conseguir levantar.
Doía-me a perna,
Naquela caverna escura e sombria,
Que só me arrepia!
Joana , 7º6
A Corrente Descontente
Estava a ouvir um canto
Dentro de uma caverna
Aquilo era um encanto
Mas parti uma perna.
Tive um mal-estar
E queria desejar
Que nada pudesse acontecer,
Então tive de suspirar
E tive de correr.
Pois era o que tinha de fazer,
Estava-se mesmo a ver!
Nº23 7º6
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Frases Termómetro
Comentário:
– A poesia tem dois lados, o lado alegre e o triste mas pode sempre ajudar nas melhores e nas piores alturas.
- A poesia tem duas faces muito diferentes mas acolhe-as às duas.
- A poesia tanto pode ser um sentimento triste ou alegre. (7º. 5)
- Os poemas estão escritos por vezes conforme a disposição do autor, mas satisfaz todo o tipo de leitor. (7º. 6)
II - Ganho brilho com as palavras.
Comentário:
– Aprendo com as palavras.
- Fico melhor com as palavras.
- As palavras dão-me alegria. (7º. 5)
III - As palavras são as minhas mascotes.
Comentário:
– As palavras acompanham-me e ajudam quando preciso.
- As palavras ajudam-me em vários momentos.
- As palavras estão sempre connosco. (7º. 5)
- Algumas palavras representam os nossos sentimentos entre outras coisas.
- As palavras são a minha companhia e a minha inspiração e a minha sorte.
- As palavras são a minha vida.
- Tenho-as sempre comigo. (7º. 6)
IV - Lá no alto, no céu, o paraíso não será uma imensa biblioteca?
Comentário:
–Será que no céu não haverá muita informação para passar às pessoas.(7º. 5)
V - Eu prometo coisas às palavras e elas prometem-me a mim.
Comentário:
– As palavras ajudam-me a mim e eu ajudo-as a elas, atrás de uma palavra vêm muitas mais e isso pode-se reflectir na minha vida.
- As palavras são promessas que fazemos e que as palavras fazem a nós.
- Nós fazemos coisas às palavras e elas dão-nos as respostas. (7º. 5)
- Quer dizer que eu escrevo palavras e elas falam sobre mim e sobre o que sinto.
- Eu prometo inspiração, elas prometem felicidade. (7º. 6)
VI - Uma criança não é um vaso que se enche de conhecimentos, mas um fogo que se alumina.
Comentário:
– Uma criança não nasce ensinada mas pode com o tempo aprender muito.
- As crianças não se enchem de conhecimentos mas sim de ideias.
-Uma criança é uma alegria que se enche de ideias. (7º. 5)
VII - Se tens pó de estrelas na cabeça, tens a alma em confusão.
Comentário:
– Se somos inteligentes temos de abdicar por vezes daquilo que nos faz mais felizes para um dia não vir a sofrer.
- Se tens muitas coisas na tua cabeça tens a alma em confusão. (7º. 5)
- Se tens porcaria na cabeça, na alma também tens.
- Se tens a cabeça baralhada e desfeita a alma também está confusa. (7º. 6)
Trabalho realizado por alunos das turmas 7º. 5 e 7º.6 da ESBF