Onde crescem os limoeiros é uma obra que nos transporta para uma realidade onde o sofrimento e a dor imperam, forçando a barreira da nossa indiferença de leitores “ocidentais”.
Mas é também uma história de
reconstrução, recomeço e esperança, um sentimento que é fixado no título do próprio
livro e lembrado ao longo de toda a história, através da associação com o fruto,
símbolo de esperança, e o seu odor, difundido pelos protagonistas do enredo,
Kenan que o usa e Salama, a narradora, que se deixa embalar pela fragrância do
jovem, corajoso e idealista.
A autora entretece referências
significativas para traçar um quadro da guerra na Síria, a partir da cidade de Homs, e mostrar as dificuldades e a
violência que acompanham o caminho dos refugiados.
As explicações facultadas no
final do livro visam credibilizar o romance ficcionado, sem retirar a dimensão
dramática que nos prende ao desenrolar de cada capítulo. O desfecho extra surge
como um suspiro de alívio, o final feliz que se anseia no contexto de tamanha
tragédia.















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