domingo, 1 de novembro de 2009

Mês Internacional da Biblioteca Escolar


Os alunos do 3º. ciclo, com o apoio e orientação de alguns professores de Português, Educação Visual e Estudo Acompanhado, elaboraram os materiais de que foi feita a exposição evocativa do Mês de Outubro dedicado às Bibliotecas Escolares. O registo fotográfico das actividades e da dinâmica quotidiana da BE/CRE acompanhou os textos e desenhos dos alunos, sob a forma de "Panorama cinematográfico".



Muito sugestivos e coloridos os trabalhos realizados pelos alunos nas disciplinas de Educação Visual e Oficina de Artes, sob a orientação da professora Paula Bandeiras.

Os alunos do 9º. ano, sob a orientação do professor de Educação Visual, Pedro Cardoso, criaram esta peça rotativa para funcionar como espaço de divulgação da informação da BE/CRE, fazendo uso de um conceito de reutilização de materiais, com uma relação muito directa ao trabalho desenvolvido na biblioteca.

Alguns textos de alunos do 7º. ano, que aceitaram o desafio proposto pela professora de Português, Lurdes Cardoso, de escrever sobre o tema Biblioteca Escolar: um Panorama.
A biblioteca escolar é um espaço onde podemos estudar, ler realizar trabalhos ... mas principalmente permite-nos dar largas à nossa imaginação, esperando que um dia as histórias dos livros saltem para a vida real.
Desde as praias nas ilhas pradisíacas, passando pelos desertos, ou apenas vendo... a acção num museu, cada livro desenvolve um diferente panorama, por isso, encaro a biblioteca como um portal para sonhar acordada.
Teresa F.

Essa biblioteca que esta falando é diferente porque tem aventuras com vistas lindas, cada livro que se lê há uma aventura com vistas, para os oceanos, para o céu, para sa montanhas, para as estrelas... todos quando acabavam de ler diziam que entravam na história e é verdade, pois entravam no mundo da imaginação.
Reginaldo J.

A biblioteca, um lugar diferente de todos os outros, onde cada livro, cada história ou conto nos levará a uma paisagem, em vários locais, sejam imaginários ou reais...
A biblioteca em si também tem um panorama, as estantes, os livros todos juntos fazem uma paisagem.
Tomás M.

A Biblioteca é um sítio que nos cativa. O cheiro das estantes de madeira, os livros a cheirar a novo, as cadeiras que nos levam a imaginar tronos de reinos longínquos ... tudo o que a mente humana pode alcançar, mas o que mais me cativa são os livros, livros de histórias, fábulas, tudo o que faz com que a mente se sinta realizada.
Fábio B.

Eu acho que a biblioteca é algo mais do que livros ...
Eu gosto de vir cá ver vídeos, trabalhar, passar o tempo, para mim a biblioteca é onde posso encontrar tudo o que quero.
É agradável estar cá, pois as continas e a professora são muito simpáticas e educadas, ajudam-me a procurar alguma coisa nos computadores, ou até algum livro.
Se alguém ainda não veio à biblioteca era bom vir, pois aqui não lhe falta nada, se gosta de banda desenhada é ir à procura, e se não encontrar o que quer pode sempre pedir ajuda às nossas amigas continas ou à professora.
Eu quero agradecer a todas as pessoas que contribuíram para a biblioteca.
Filipe L.

sábado, 17 de outubro de 2009

Autora do mês de Outubro


Admirada e analisada no programa televisivo Câmara Clara (11 Out 2009) a propósito do seu aniversário.
A autora nasceu em 15 de Out. de 1922 (Vila Meã, Amarante)
Ficcionista, ensaísta, dramaturga, cronista, autora de biografias, activa interventora da vida política e sociocultural.
Descendente de uma família de raízes rurais e de uma família espanhola, a sua infância e adolescência são passadas Entre Douro e Minho, região que marcará fortemente a sua obra. Fixou-se, entretanto, no Porto.
Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado.
Foi em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís passa a ocupar um papel de relevo na ficção portuguesa contemporânea. Conjuga influências de autores como Raul Brandão (privilegiando o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral) com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra. O estilo de Agustina é absolutamente único, paradoxal e enigmático.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira: Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram também escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).
Recebe aos 81 anos o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões, em 2004.

Prémios recebidos :

Prémio Delfim Guimarães (Guimarães Editores), 1953 A Sibila
Prémio Eça de Queirós (Secretariado Nacional de Informação), 1954 A Sibila
Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa), 1966 Canção Diante de uma Porta Fechada
Prémio Nacional de Novelística (Secretariado Nacional de Informação), 1967 Homens e Mulheres
Prémio "Adelaide Ristori" (Centro Cultural Italiano de Roma), 1975
Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa), 1977 As Fúrias
Prémio Pen Club Português de ficção, 1980 O Mosteiro
Prémio D. Dinis (Casa de Mateus), 1980 O Mosteiro
Prémio da Cidade do Porto, 1982
Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 1983 Os Meninos de Ouro
Prémio RDP - Antena 1, 1988 Prazer e Glória
Prémio Seiva de Literatura (Companhia de Teatro Seiva Trupe), 1988
Prémio da Crítica (Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários), 1993 Ordens Menores
Prémio União Latina (Itália), 1997 Um Cão que Sonha
Prémio Camões, 2004 - o mais importante prémio literário da língua portuguesa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia Europeu das Línguas

Associámo-nos, uma vez mais, ao Projecto “Diálogo Intercultural e Multilingue” para celebrar este Dia, dedicado à diversidade linguística da Europa, procurando sensibilizar os alunos também para a diversidade cultural, não somente dentro do espaço europeu, mas no próprio contexto da nossa Escola. Para tal, solicitámos um mesmo exercício a alunos que têm línguas maternas distintas do português e usámos esses trabalhos para a exposição organizada a propósito do Dia Europeu das Línguas.
A sessão que preparámos para um grupo de alunos do 7º. Ano contou ainda com uma apresentação em PowerPoint que pode ser visionada na página Web da BECRE.

domingo, 20 de setembro de 2009

As dez melhores capas de livros

As capas dos livros são uma antecâmara para a leitura, por isso é importante que sejam inteligentes e sugestivas. Vamos avaliá-las.
À semelhança do que pode ser aqui visto, também vamos lançar um concurso para "as dez melhores capas de livros ".

Cordão de Leitura

Em Lisboa, nos dias 19 e 20 de Setembro, uma ideia original para promover a leitura. Pode ver aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Autora do mês de Setembro

Natália Correia, nascida a 13 de Setembro, foi o nome escolhido para autor do mês. Senhora de uma Força extraordinária, a escritora notabilizou-se em diferentes domínios, com destaque para a literatura e a política.
Auto-retrato
Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.
Natália Correia (aqui)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

As leituras da minha infância...

Na minha infância, o tempo de férias era também um tempo de muitas e diversificadas leituras, que preenchiam os intervalos entre as horas mais frescas da manhã, passadas na praia, e os finais de tarde, aproveitados para passeios ou brincadeiras que abriam o apetite para as noites cálidas dessa estação que se prolongava, sem grandes surpresas, entre Junho e Setembro.
Para muitos outros este foi e continua a ser um tempo de leituras, especialmente seleccionadas para tornar mais agradável o período das férias, o que não significa que não se façam também noutros momentos e noutros tempos, hoje como antes.
Não obstante, reflectir e escrever a propósito deste tema vai ser certamente muito diferente para os leitores do século XXI, como nos quis fazer entender o professor, investigador e autor Daniel Cassany na conferência que proferiu em 26 de Junho de 2009, no Fórum RBE, com o título Práticas lectoras de nativos digitales: descripción, reflexiones y sugerencias para bibliotecários. Este autor refere a existência de uma leitura/escrita vernácula que atravessa a camada jovem, utilizadora de suportes e tecnologias distintos dos que marcaram as anteriores gerações e que não pode ser ignorada ou desprezada, nem considerada “lixo” comunicacional.