quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Deambulações pelo mundo dos livros (II)

A segunda viagem literária foi embalada pela vista do mar e o calor do sol, elementos que não influenciaram significativamente na rápida imersão suscitada pela leitura de “Para lá do Inverno” da autoria de Isabel Allende.


Dificilmente nos pode desapontar uma obra desta autora que se impõe pela mestria na caracterização das personagens e na construção das histórias, a par do seu conhecimento profundo sobre duas realidades que nos surgem quase sempre interligadas, a da América latina e a dos EUA. É esse diálogo entre os universos pessoais, dolorosamente íntimos, e uma realidade social e política de contornos bem delineados, que nos prendeu à leitura de um livro, cujo sentido se encerra nestas palavras:

No meio do inverno, aprendi por fim que havia em mim um verão invencível. Albert Camus

Deambulações pelo mundo dos livros (I)

Férias e viagem combinam na perfeição, sendo que há múltiplas formas de viajar e uma imensidão de roteiros que podem ser explorados, mesmo sem ter de fazer grandes deslocações no espaço. A leitura é o melhor veículo para essas viagens que nos levam a lugares únicos e aos quais podemos voltar sempre com um olhar e uma motivação diferentes.

Se acontece lermos vários livros num mesmo período de tempo, cruzam-se rotas e destinos em histórias contadas por autores com estilos próprios, que confluem na experiência pessoal do leitor, enriquecendo o seu olhar sobre o mundo, os outros e a vida.

As minhas deambulações pelo mundo da escrita feita leitura, para mim, levaram-me até autores dos quais ainda não lera livros, como Francisco Moita Flores. Em “Não há lugar para divorciadas”, destaca-se um olhar sarcástico sobre uma franja social tocada pela descarada ambição escudada no favoritismo político e no desvirtuar do sentido de causa pública, que o autor parece conhecer bem, um registo com o qual não consegui grande identificação, ao contrário do que se passou com a leitura, ainda em curso, do livro de João Tordo: “ Manual de sobrevivência de um escritor…” que, num dos capítulos, cita Aristóteles:

Se queres escrever bem, pensa como um sábio, mas expressa-te como as pessoas comuns. Agora, reescrevendo as palavras sublinhadas, dou comigo a pensar que o facto de a escrita de Moita Flores se situar neste registo não me levou a apreciá-lo mais, mas outros leitores terão uma impressão distinta, com certeza. (Fátima P.)

domingo, 19 de julho de 2020

Uma história viral

O desafio lançado pela Câmara Municipal de Odivelas consistia em levar os alunos a registar as suas impressões sobre os tempos de “quarentena” imposta pela Covid 19, através de textos e ou imagens, produzidos individualmente ou em grupo. A professora Lurdes C., à semelhança de outros professores do AEBF, incentivou os seus alunos a participarem nesta iniciativa e, à laia de introdução da compilação de textos da turma 11º 1, registou as seguintes palavras:

“Uma história viral

De certeza que não é isto uma história viral. Nem eu, que sou a professora. saberia exatamente como a construir. Deve ter surgido aos alunos como “mais uma coisa de que a professora se lembrou ou que alguém sugeriu à professora que pedisse aos alunos para elaborarem.”  O certo  é que, tratando-se de um período tão diferente do nosso quotidiano, fazia sentido para mim que refletíssemos em conjunto sobre este abalo nas nossas vidas , mais ou menos intensas, mais ou menos agitadas. Então, por que não tentar?   O que pensamos, o que  sentimos,  o que escolhemos dizer, como nos posicionamos perante os obstáculos  - experiências de aprendizagem e de vida.
Assim foi sendo organizado este conjunto de textos das alunas que responderam ao desafio, em modos diferentes: ora introduzindo o tema, ora analisando, sob ângulos distintos,  as diferenças operadas no modo de vida, ora retirando lições para o futuro, ora observando aspetos negativos e positivos, ora explorando o modo mais intimista do diário.”

domingo, 12 de julho de 2020

Palavras - revista da APP


A Associação de Professores de Português publicou o nº 3 do V. 3 da sua revista Palavras, homenageando  um figura maior da língua portuguesa, Maria Helena Mira Mateus, e publicando uma variedade de artigos que importa divulgar.

Um livro por semana - Sugestões PNL

A entrada em período de férias escolares suscita um cuidado particular com a ocupação dos tempos livres dos alunos e  a leitura deve ser uma presença constante, pelo que o PNL assume esta rubrica, apresentando, para já, um livro de de filosofia: Filosofar: da curiosidade comum ao raciocínio lógico ( 2019), cuja grande novidade consiste em centrar-se na própria atividade filosófica ou seja, mostrar como se faz filosofia, fazendo uso de uma linguagem acessível, para se impor como um "guia de iniciação" ao estudo dessa disciplina.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O efeito da literatura de ficção na literatura juvenil

"Um estudo de 2019, a partir da análise de dados do PISA sobre leitura, levado a cabo pelos os investigadores John Jerrim e Gemma Moss , concluiu sobre a existência de uma relação consistente entre as maiores pontuações obtidas e a leitura frequente de livros de ficção narrativa.  Parece haver um salutar efeito de ficção que não pode ser descurado, tornando-se premente incentivar os jovens à leitura deste tipo de texto."

A ciência trocada por miúdos...


No dia 25 de junho, um grupo de alunos colaboradores do Laboratório de Ciência ao Vivo da Escola, foi convidado a dinamizar uma sessão de apresentação de algumas atividades e projetos que têm vindo a ser desenvolvidos nos últimos anos, para uma assistência constituída por duas turmas do 8º ano e outros professores, que teve também o intuito de homenagear o papel da mentora do LCV, Helena Spencer,aposentada este ano, embora continuando a trabalhar, a título voluntário, neste projeto. 
A sessão decorreu no Teams e contou também com a leitura do poema "Lágrima de preta" da autoria de António Gedeão.