terça-feira, 8 de outubro de 2024
sábado, 28 de setembro de 2024
Formar para a informação - sessões para alunos do 8º ano
Este ano tivemos uma colaboração particularmente ativa dos professores de Cidadania das turmas que vieram à biblioteca.
Mostra de livros para leitura recreativa
No início do ano letivo tentamos seduzir os alunos para a requisição e leitura de alguns livros que integram o acervo da biblioteca, expondo-os sobre uma mesa para tornar o acesso mais fácil, mas, assim mesmo, há muita resistência!
Autor do mês de setembro
A autora do mês de setembro é a escritora de romances policiais, famosa e prolífera, Agatha Christie .
quarta-feira, 18 de setembro de 2024
Receção aos alunos do 8º ano
No início de mais um ano letivo recebemos as turmas do 8º ano na biblioteca para uma primeira visita, rápida mas curiosa, por parte de muitos alunos que estão a frequentar pela primeira vez a escola secundária. Para recebê-los preparámos uma exposição singela com mensagens em diferentes línguas.
sábado, 7 de setembro de 2024
Sugestão de leituras - BD Amadora
Vários títulos recomendados pela organização do Festival de BD da Amadora, que se prolonga pelo mês de setembro.
sexta-feira, 16 de agosto de 2024
Leitura de férias - "Os Anos"
Recomendamos vivamente a leituta deste livro de Annie Ernaux, Prémio Nobel da Literatura (2022), sobretudo para adultos, ou jovens com alguma maturidade sociológica.
“ Todas as imagens irão
desaparecer.” (p. 9)
Começa assim a narrativa pessoal,
autobiográfica, mas fortemente alicerçada num registo social, sociológico - sociocultural e sociopolítico -, que nos esclarece sobre a
autora e o seu tempo, que é, também, em grande parte, o “nosso” tempo.
A identificação vai muito além
das questões de género, das observações sobre uma profissão que é a mesma, e
suscita preocupações e reflexões semelhantes, prende-se com os efeitos da
passagem do tempo e o olhar que temos vindo a ensaiar sobre aquilo a que
chamamos, de forma muito prosaica, o filme da (minha/nossa) vida. Um olhar que
se torna cada vez mais uma prática corrente, uma inevitabilidade.
O livro de Annie Ernaux é de uma lucidez e de uma densidade tais, que
sentimos que nada ficou de fora nessa prosa clara e luminosa onde os factos do
quotidiano surgem como grandes telas plenas de vida, representações de uma
existência individual e plural, marcas de uma história essencialmente feminina
e ocidental, moldada pelo questionamento e pelo vivenciar de uma existência
feita de encontros e desencontros, como todas as vidas.
Referindo-se á escrita como um
projeto sucessivamente adiado pelos imperativos do quotidiano, a autora vai-se
revelando e desnudando a urgência da sua natureza, enquanto sublinha o caráter de
precaridade da existência, que tenta contrariar com palavras.
“É agora que deve dar forma, através da escrita, à sua
ausência futura (…)” (p. 192)
Perante a constatação que serve
de abertura ao livro, Annie Ernaux justifica o ato da escrita , afirmando, no fim
do texto, que o seu intento consiste apenas em…
“Salvar qualquer coisa do tempo onde não voltaremos a estar.” (p. 196)


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