quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Entrevista imaginária - Escrita criativa
A proposta de trabalho de escrita criativa que foi entregue aos alunos da turma 4 do 8º ano consistia na escrita de uma entrevista a interlocutores extraordinários e imaginários, à semelhança de um exemplo dado. As escolhas dos alunos recaíram sobretudo em objetos de utilização corrente, tais como mesa, computador, iphone ... No final, leram em voz alta e de forma dialogada os seus textos.
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Que tipo de leitor és?
Os alunos da turma 2 do 7º ano participaram numa sessão de promoção da leitura que foi introduzida por alguns excertos dos livros "Uma história interminável", da autoria de Michael Ende e "A rapariga que roubava livros" , de Markus Zusak e trailers dos filmes que foram realizados a partir destas obras. Os textos foram um pretexto para conversar sobre livros e leitura, dando a possibilidade aos alunos de exprimirem as suas opiniões favoráveis e desfavoráveis relativamente aos livros e à prática da leitura.
Num segundo momento a turma escolheu livros para requisitar, aproveitando a mostra que estava exposta de acordo com um catálogo que identificava diferentes tipos de leitores . Alguns alunos, contudo, preferiram procurar outros titulos nas estantes. Todos aproveitaram os escassos minutos que restavam até ao final da aula para iniciar a leitura dos seus livros.
Num segundo momento a turma escolheu livros para requisitar, aproveitando a mostra que estava exposta de acordo com um catálogo que identificava diferentes tipos de leitores . Alguns alunos, contudo, preferiram procurar outros titulos nas estantes. Todos aproveitaram os escassos minutos que restavam até ao final da aula para iniciar a leitura dos seus livros.
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leitura
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Leituras sugeridas por...
Publicámos na BECRE, no espaço habitual, um excerto do V capítulo do “ Sermão de Santo António aos Peixes” de Padre António Vieira. Este tem acompanhado várias gerações de leitores, sobretudo em contexto escolar. A sugestão veio do 11º 2ª ano.
Retrato do Padre António Vieira, de autor desconhecido do início do século XVIII.
(…) “Dizei-me, voadores, não vos fez Deus
para peixes? Pois porque vos meteis a ser aves? O mar fê-lo Deus para vós, e o
ar para elas. Contentai-vos com o mar e com nadar, e não queirais voar, pois
sois peixes. Se acaso vos não conheceis, olhai para as vossas espinhas e para
as vossas escamas, e conhecereis que não sois aves, senão peixes, e ainda entre
os peixes não dos melhores. Dir-me-eis, voador, que vos deu Deus maiores
barbatanas que aos outros de vosso tamanho. Pois porque tivestes maiores
barbatanas, por isso haveis de fazer das barbatanas asas?! Mas ainda mal,
porque tantas vezes vos desengana o vosso castigo. Quisestes ser melhor que os
outros peixes, e por isso sois mais mofino que todos. Aos outros peixes, do
alto mata-os o anzol ou a fisga, a vós sem fisga nem anzol, mata-vos a vossa
presunção e o vosso capricho. Vai o navio navegando e o marinheiro dormindo, e
o voador toca na vela ou na corda, e cai palpitando. Aos outros peixes mata-os
a fome e engana-os a isca; ao voador mata-o a vaidade de voar, e a sua isca é o
vento. Quanto melhor lhe fora mergulhar por baixo da quilha e viver, que voar
por cima das entenas e cair morto!
Grande ambição é
que, sendo o mar tão imenso, lhe não basta a um peixe tão pequeno todo o mar, e
queira outro elemento mais largo. Mas vedes, peixes, o castigo da ambição. O
voador fê-lo Deus peixe, e ele quis ser ave, e permite o mesmo Deus que tenha
os perigos de ave e mais os de peixe. Todas as velas para ele são redes, como
peixe, e todas as cordas, laços, como ave. Vê, voador, como correu pela posta o
teu castigo. Pouco há nadavas vivo no mar com as barbatanas, e agora jazes em
um convés amortalhado nas asas. Não contente com ser peixe, quiseste ser ave, e
já não és ave nem peixe; nem voar poderás já, nem nadar. A natureza deu-te a
água, tu não quiseste senão o ar, e eu já te vejo posto ao fogo. Peixes,
contente-se cada um com o seu elemento.”
Excerto do V capítulo de “ Sermão de Santo António aos Peixes”, Padre António Vieira
(1608-1697)
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Leituras sugeridas
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Anagrama e biografia inventada - escrita criativa
Anagrama é o ordenamento de letras de um nome em
nova combinação. Por exemplo, América
é anagrama de Iracema. Todas as
letras foram aproveitadas em novo formato.
1ª
etapa: cada grupo pensa num nome (nome próprio e apelido) e forma
outros nomes de pessoas.
2ª
etapa: a partir do novo nome vão criar/escrever uma biografia imaginária.
Boa
sorte. Ou Orte Sabo.
Foi com esta introdução que os alunos do 8º 3 foram informados sobre a a atividade de escrita criativa que devuam desenvolver na aula de Português a decorrer na biblioteca.
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Clube de Poesia
Frase de partida... Projeto de escrita criativa
O desafio proposto aos alunos da turma 2 do 7º ano foi que escrevessem duas pequenas histórias (mínimo 50 palavras cada uma), partindo de uma dada frase, como as que se apresentam, a título de exemplo:
a) O fantasma
passa a noite a escrever…b) Esta é uma família complicada…
A turma empenhou-se na tarefa proposta e o resultado foram alguns trabalhos muito interessantes e imaginativos.
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Concurso de marcadores "A Biblioteca Escolar: um mapa de ideias"
Nesta atividade participaram duas tumas do 7º ano e, durante uma semana, foram expostos na biblioteca cerca de 40 marcadores, .
Os alunos e professores, utilizadores da biblioteca, votaram no melhor marcador e o resultado foi um 1º lugar para o nº 27 do 7º 6 , Yin Tian Ru, e dois segundos lugares para os números 5 e 16 do 7º 2, Catarina e Beatriz, respetivamente.
Parabéns aos vencedores!
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concurso de marcadores
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Leituras sugeridas por...
E quem não se lembra do
poema de Carlos de Oliveira “Xácara das bruxas dançando” interpretado pelos
Trovante?
XÁCARA DAS BRUXAS DANÇANDO
Era outrora um conde
que fez um país,
com sangue de moiro,
com laranjas de oiro,
como a sorte quis.
Há bruxas que dançam
quando a noite dança,
são unhas de nojo
são bicos de tojo,
no tambor da esperança.
Ventos sem destino
que dizeis às ramas?
Desgraça bramindo
é a nós que chamas.
No país que outrora
um conde teceu,
as laranjas de oiro
são bruxas de agoiro
e fúrias do céu.
Anda o sol de costas
e as bruxas dançando
e os ventos do norte
sobre nós espalhando
as tranças de morte.
As estrelas mortas
apagam-se aos molhos:
vem, lume perdido,
florir-nos nos olhos.
II
Ama, estás ouvindo
a história que vou contando?
Ó ama pátria dormindo
desde quando?
Desde tempos e memórias,
desde lágrimas e histórias,
desde raivas e glórias,
agora te estou chorando
e tu dormindo
até quando?
As bruxas andam lá fora
e eu chorando
versos do país de outrora.
Dançam bruxas a ganir
de mãos dadas com o vento.
Ama, acorda; sopra o lume;
e não me deixes dormir
na noite do pensamento.
III
Ó castelos moiros,
armas e tesoiros
quem vos escondeu?
Ó laranjas de oiro,
que ventos de agoiro
vos apodreceu?
Há choros, ganidos,
à luz da caverna
onde as bruxas moram,
onde as bruxas dançam
quando os mochos amam
e as pedras choram
Caravelas, caravelas
mortas sob as estrelas
como candeias sem luz
E os padres da inquisição
fazendo dos vossos mastros
os braços da nossa cruz
As bruxas dançam de roda
entre o visco dos morcegos,
dançam de roda raspando
as unhas podres de tojo
na noite morta do povo
como num tambor de rojo.
Era outrora um conde
que fez um país,
com sangue de moiro,
com laranjas de oiro,
como a sorte quis.
Há bruxas que dançam
quando a noite dança,
são unhas de nojo
são bicos de tojo,
no tambor da esperança.
Ventos sem destino
que dizeis às ramas?
Desgraça bramindo
é a nós que chamas.
No país que outrora
um conde teceu,
as laranjas de oiro
são bruxas de agoiro
e fúrias do céu.
Anda o sol de costas
e as bruxas dançando
e os ventos do norte
sobre nós espalhando
as tranças de morte.
As estrelas mortas
apagam-se aos molhos:
vem, lume perdido,
florir-nos nos olhos.
II
Ama, estás ouvindo
a história que vou contando?
Ó ama pátria dormindo
desde quando?
Desde tempos e memórias,
desde lágrimas e histórias,
desde raivas e glórias,
agora te estou chorando
e tu dormindo
até quando?
As bruxas andam lá fora
e eu chorando
versos do país de outrora.
Dançam bruxas a ganir
de mãos dadas com o vento.
Ama, acorda; sopra o lume;
e não me deixes dormir
na noite do pensamento.
III
Ó castelos moiros,
armas e tesoiros
quem vos escondeu?
Ó laranjas de oiro,
que ventos de agoiro
vos apodreceu?
Há choros, ganidos,
à luz da caverna
onde as bruxas moram,
onde as bruxas dançam
quando os mochos amam
e as pedras choram
Caravelas, caravelas
mortas sob as estrelas
como candeias sem luz
E os padres da inquisição
fazendo dos vossos mastros
os braços da nossa cruz
As bruxas dançam de roda
entre o visco dos morcegos,
dançam de roda raspando
as unhas podres de tojo
na noite morta do povo
como num tambor de rojo.
IV
E o tempo murchando
a luz de idos loiros.
Ama, até quando
estaremos chorando
os castelos moiros?
Lá vão naus da Índia,
lá se vão tesoiros.
E as bruxas dançando
e os ventos secando
as laranjas de oiro.
Ama até quando?
Na noite das bruxas
o lume no fim
e o vento ganindo.
Amas, estás ouvindo?
O lume no fim
e os homens dispersos.
Ama, tens frio;
cinge-te a mim
e aquece-te ao lume
queimando os meus versos.
Carlos de Oliveira, “Turismo”, 1942
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