O programa "Câmara Clara" acolheu a Professora Fátima Vieira para falar sobre Utopia(s), num tempo em que o discurso de austeridade parece querer obnubilar todas as alternativas que podem deixar ainda alguma réstia de esperança na vivência quotidiana.
Apontaram-se vários livros e autores significativos desta temática, desde a obra de Thomas More, que criou o conceito e a palavra, até à imensidade de títulos que foram publicados durante o século XX: "Nós" de Zamytin; "Admirável Mundo Novo" de A. Huxley; "O Processo" de Kafka, entre muitos outros.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Conversas à 4ª feira: "Sente-me, ouve-me e vê-me"
"É triste dizê-lo, mas não sei sequer que nem de mim sei. (...)
Sou um simples..."
Dia 10 de Outubro de 2012 foi uma data histórica para a nossa Escola. É que teve lugar, a primeira Conversa à Quarta-feira, projeto pensado para promover a discussão, aberta a toda a escola, de assuntos de interesse geral.
Foi neste âmbito que o professor José Carlos Maurício dinamizou uma sessão, na qual nos brindou com a sua criatividade e boa disposição.
A sessão teve início com a leitura de um texto que, a todos, à primeira vista, pareceu hermético, já que ninguém conseguia identificar quem era o sujeito da enunciação (e parecia ser suposto que conseguisse). No entanto, a discussão que o dinamizador promoveu, partindo de um diálogo com um objeto (um caixote do lixo), levou à constatação de que, afinal, o público presente sabia identificar as relações que o dito objeto podia estabelecer com diferentes áreas do conhecimento. Assim, o caixote do lixo foi apreciado enquanto paralelepípedo, enquanto símbolo da proteção do ambiente, enquanto proteção da saúde e da vida (através do saco que protegia o seu interior), enquanto elemento passível de observação cromática, enquanto objeto proveniente de uma construção metalúrgica, entre outros.
Dada por concluída esta discussão, o professor dinamizador sugeriu que o texto voltasse a ser lido. Foi então que, ao chegar ao final, todos em coro, surpreendentemente, identificaram que o sujeito da enunciação era… o caixote do lixo. O que deixou como ensinamento, entre outros, de que o diálogo e a questionação são um ponto de partida essencial, não só para o conhecimento, como também para a exposição.
Numa segunda parte da ação, o professor Carlos Maurício conduziu o auditório para a entrada da Biblioteca. Estando o caixote do lixo colocado sobre uma mesa, os intervenientes dispuseram-se em semicírculo, segurando a folha do texto. Depois de a amarfanharem, tentaram projetá-la para o interior do caixote. Obviamente que ninguém acertou, tendo as bolas de papel permanecido no chão. Foi então que o professor Maurício colocou, frente ao caixote, uma placa com a inscrição “ÉS O MAIOR”, declarando o resultado desta ação como sendo uma obra de arte.
O que todos aplaudiram.
Fernanda D. e Manuela S.- autoras do Projeto "Conversas à 4ª feira"
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Conversas na BE
domingo, 7 de outubro de 2012
Rui Cardoso Martins - Autor de Outubro 2012
Escritor, jornalista ("Público") e argumentista português: foi um dos escritores do programa Contra Informação, da RTP 1. Rui Cardoso Martins escreveu o guião de "Zona J" para o cinema e (em parceria) o da longa-metragem "Duas Mulheres".
O seu primeiro livro, "E Se Eu Gostasse Muito de Morrer" foi publicado em 2006 e o segundo, "Deixem passar o homem invisível", foi premiado com o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. De igual modo, a sua obra "Se Fosse Fácil Era Para Os Outros" (2012) merece destaque entre as mais recentes publicações de autores portugueses.
O seu primeiro livro, "E Se Eu Gostasse Muito de Morrer" foi publicado em 2006 e o segundo, "Deixem passar o homem invisível", foi premiado com o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores/Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. De igual modo, a sua obra "Se Fosse Fácil Era Para Os Outros" (2012) merece destaque entre as mais recentes publicações de autores portugueses.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Dia Europeu das Línguas
A Europa possui um património linguístico muito rico pela diversidade e expansão mundial das línguas que são faladas dentro do seu espaço geográfico.
A data de 26 de setembro tornou-se, desde 2001, uma referência para a evocação dessa riqueza expressiva e cultural. Na nossa escola, há já alguns anos que é um motivo para pensar e escrever sobre a importância de aprender diferentes línguas, destacando-se os trabalhos em francês, realizados com os alunos das turmas do 7º (galicismos) , 8º (gastronomia e património histórico-cultural) e 9º (personalidades).
Em língua portuguesa os alunos exprimiram algumas ideias soltas ou citaram autores significativos da lusofonia.
Os alunos de PLNM escreveram na sua língua mãe: russo, croata ... .
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Exposições e Autores
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
José Luís Peixoto - autor do mês de Setembro
José Luís Peixoto é um jovem escritor, que iniciou a sua carreira literária há mais de uma década. A sua obra, constituída por uma significativa quantidade de títulos, representa um olhar maduro e profundo sobre as pessoas e a vida que estranhamente se coaduna com a juventude do autor.
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autores
sábado, 25 de agosto de 2012
O estranho desaparecimento de Esme Lennox
A ideia central desta obra, não sendo propriamente original, é narrada de uma forma particularmente dinâmica, tecendo e entretecendo uma trama complexa sobre vidas trocadas, roubadas, equivocadas…
A autora percorre três gerações de uma saga familiar e estabelece diálogos (im) possíveis entre as personagens principais, revelando factos e expondo sentimentos e emoções, que esboçam o retrato das mulheres que marcam a história.
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leituras
domingo, 19 de agosto de 2012
Os passos da cruz por Nuno Júdice
Uma novela onde a memória tem um lugar central na construção e interpenetração das duas histórias: a da personagem histórica que conduz a linha de investigação e norteia a vivência dos afetos e desafetos do autor omnisciente que vivencia a sua experiência amorosa à luz dos acontecimentos ocorridos no passado com outras personagens, com as quais se identifica, apesar do tempo que os separa.
Nuno Júdice confirma a sua competência também para a criação do texto em prosa, apesar de a poesia ter um lugar proeminente na sua criatividade literária.
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leituras
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