segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Charles Dickens - Comemorar o bicentenário

O programa Câmara Clara ,no dia 5 de fevereiro, foi dedicado ao famoso escritor inglês, Charles Dickens, desvendado e debatido pelas especialistas Alexandra Assis e Luísa Leal Faria que falaram da Obra e do Homem, bem como da importância das traduções. Neste encontro houve tempo ainda para penetrar nos bastidores da vida de Dickens, bastante elucidativos das temáticas abordadas e da moral prevalecente na época vitoriana, dominada pela figura absolutamente marcante da Rainha Vitória.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Teatro-debate

  
No dia 31 de janeiro o 8º. 2 participu com muito entusiasmo numa sessão de Teatro - Debate, dinamizada pela atriz Ana Rita Trindade. Trata-se de um instrumento, uma metodologia de dinamização da comunicação entre os alunos centrada em problemas concretos, na área da saúde, da segurança/violência, dos direitos/deveres dos alunos/crianças... Este trabalho integra o projeto de Formação Cívica, desenvolvido pela Diretora de Turma, Benvinda Marques, em articulação com o IAC. A temática abordada nesta sessão foi o "bullying": encenações muito curtas e expressivas, seguidas de reflexão e debate pelos diferentes grupos.
Na avaliação da atividade, todos os alunos expressaram o seu agrado e manifestaram vontade de repetir a experiência.

 
Um grupo de alunas do 9º 4 escreveu um poema inspirado no conto "a aia" de Eça de Queirós - um trabalho realizado no âmbito da disciplina de Português, com a professora Cristina Silva, a "três mãos" por três Joanas.

Naquela guerra aconteceu,

O inesperado momento,
O rei faleceu,
Deixou a rainha num tormento.
O príncipe recém-nascido,
O tio bastardo queria matar,
Queria que ele fosse esquecido
Subir ao trono e reinar.
No berço o principezinho,
Estava ao lado do escravozinho,
Filho de uma pobre escrava,
Que aos dois amamentava,
Numa noite de escuridão,
Sem nenhuma vacilação.
O bastardo o palácio invadiu,
Mas não foi o príncipe que atingiu.
A robusta da aia os berços tinha trocado,
Para salvar o príncipe de um mau bocado,
A rainha, com medo, explodiu,
Pensando que o seu filho se feriu,
A rainha saltou de alegria,
Ao ver o seu filho a salvo,
Ela, por fim, sorria,
Por o se filho não ter sido o alvo.
A aia agora muito tristonha,
A choramingar, a coitadinha,
Ela que não se componha,
Agora está sozinha.
Para a camara dos tesouros conduzida,
Para a escolha da recompensa,
Escolheria o seu filho com vida,
Ir ter com ele, ela pensa.
Encontrou e agarrou um punhal,
Fortemente com a mão,
Queria por um ponto final,
E ter com o seu filho do coração.
Então assim o espetou,
E com a sua vida acabou,
Ao seu principe foi dar de mamar,
Era assim o seu modo de pensar.

Joana Gonçalves
Joana Ferreira
Joana Carvalho

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A letra imposta - Clube de Poesia / Escrita Criativa

Hoje, foi a vez do 8º 1 mostrar o seu desempenho na construção de um texto com palavras iniciadas sempre pela mesma letra: os alunos escolheram "A", "R", "M" e "D", entre as opções que lhes foram apresentadas, a par de um exemplo, utilizando a letra "P" . Apesar da hora matinal em que tiveram de desenvolver a atividade, no âmbito da aula de Português, houve boa recetividade e empenhamento para levar a bom termo a tarefa proposta.

Dos exercícios realizados, destacamos o que foi redigido e lido pelas alunas Emily, Jade e Marisa:
"Amália amava arte.
 Apaixonou-se, abraçou-se ao amor abençoado.
 Aproximou-se ao altar abriu as asas ao amado. Aperfeiçoou-se a amizade antiga.
 Abandonou-a António, antigo amor ardente, ao admirar a amante ambiciosa.
Andou, Amália, amarrada à amargura, à ansiedade, à angústia."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Dicionário à primeira vista - Clube de Poesia/Escrita Criativa

Os alunos da turma 4 do 7º ano desenvolveram na Biblioteca uma atividade de escrita criativa que consistia em procurar definição para um conjunto de objetos como se os olhassem pela primeira vez, dando largas à imaginação, muito embora sem perder de vista um sentido real do olhar sobre esses objetos.

Deixamos aqui o trabalho feito pelo grupo do Marcelo, nº 15; Maximino, nº 14 e Marco, nº 16.

- Televisão: caixa onde se aprisionam pessoas que fazem tudo como numa vida normal.
Óculos: lentes com armadura, fazem os olhos maiores e engraçado.
Espelho: um mundo que mostra clones nossos que imitam todos os nossos movimentos.
Caneta: pau com tinta que serve para fazer rabiscos.
Ovelha: animal com pêlo fofo e branco que faz um ruído estranho.
Calças: par de pernas que não anda sozinho e serve para proteger.
Maçã: fruto verde ou vermelho que se come e que está na tampa de alguns computadores.
Computador: livro digital com teclas e desenhos..
Mochila: saco que carrega objetos e se leva às costas.
Estádio: campo de relva com desenhos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ler e conversar com José Fanha na Biblioteca

"Bora emigrar para dentro em 2012. Para dentro do país, para dentro da poesia, para dentro da decência, muito para dentro desta querida Pátria que se chama Portugal.(…)
Bora trazer kilos de cultura para a rua e dar o braço uns aos outros, e dar uma ajuda a quem precisa e fazer ouvir a nossa voz de cristal.
Bora contar a história de um país feliz. Era uma vez, no País das Fadas, dos dragões, dos marinheiros, dos reis e das princesas... Deve haver algum país assim. (...)
Este foi o repto lançado pelo poeta, declamador e "fazedor" de artes cénicas, de nome José Fanha, que nos visitou, no dia 10 de Janeiro à tarde, para partilhar leituras e responder às perguntas preparadas pelo 8º 2. Os alunos desta turma, a que se juntaram alguns elementos do 11º4 e de uma turma PLNM, mostraram o seu interesse pela presença do escritor e "diseur", ouvindo atentamente as suas palavras e as leituras com que nos presenteou e correspondendo com textos poéticos da sua autoria, inspirados na obra de José Fanha (8º 2).
 
 
 
 No final da sessão houve tempo ainda para autografar os livros da sua autoria que podiam ser comprados na pequena Feira do Livro patente na BECRE, incluindo a obra Histórias com Direitos publicada pelo IAC, que integra um enternecedor poema do escritor que deu origem também a alguns desenhos feitos pelos alunos.
 

Teolinda Gersão - Autora do Mês de Janeiro

Teolinda Gersão é uma escritora de quem já demos conta noutras páginas deste blogue. Nasceu em Coimbra a 30 de Janeiro de 1940 e estudou Germanística e Anglística nas Universidades de Coimbra, Tuebingen e Berlim.
Foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada até 1995.
Aposentou-se em 1995, passando a dedicar-se exclusivamente à Literatura.
Os lugares por onde foi passando transformaram-se em lugares de ficção. Como, por exemplo, o Brasil em alguns textos de Os Guarda-Chuvas Cintilantes (1984) e Lourenço no romance A Árvore das Palavras (1997). Foi escritora residente na Universidade de Berkeley em Fevereiro e Março de 2004.
Estreia-se na Literatura, em 1968, com um conto Pequena Biografia, seguindo-se um interregno na atividade que é retomada na década de 1980 com o romance O Silêncio, a que se segue uma sequência de publicações num ritmo cada vez mais seguro e com intervalos menos espaçados. Destacam-se as obras mais recentes:
A mulher que prendeu a chuva, 2007 e A Cidade de Ulisses, 2011.
Teolinda Gersão recebeu também vários prémios sendo de salientar o Prémio Fernando Namora, atribuído em 1999 e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, em 2002