“A Casa dos Livros Proibidos”, um romance / thriller da autoria de Olalla García, interessou-me por diferentes razões. Desde logo pelo contexto histórico, apresentado de forma bastante credível, dada a pormenorizada descrição das personagens e do espaço/tempo onde se desenrola a ação: a cidade de Alcalá de Henares, no município de Madrid, um importante pólo cultural e universitário, já no séc. XVI, onde terá florescido um próspero negócio de produção de livros, alimentado pela apetência leitora do público estudantil que deambulava pela cidade, mas também pela reputação alcançada pela arte que envolvia um ofício em expansão depois da invenção da imprensa.
O facto de a personagem principal ser uma mulher, diferente da maioria das mulheres do seu tempo, desafiadora das convenções sociais baseadas numa moral hipócrita e incoerente, simbolicamente denominada Inês, foi outra razão que me suscitou curiosidade, particularmente pela coragem em enfrentar as garras do Santo Ofício, prontas para se lançarem sobre quem não mostrasse uma obediência cega às suas ordens.
Em suma, este livro abriu-me o apetite para conhecer mais títulos da obra de Olalla Garcia e também para explorar in loco Alcalá de Henares, a "Cidade das Letras e das Artes" e "Cidade da Cultura", berço de Miguel de Cervantes.

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