segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O infinito - tema para uma "Conversa à 4ª feira"


O ciclo de "Conversas à 4ª feira" foi retomado no dia 9 de janeiro com o tema ,"O Infinito", apresentado por um ex-aluno da ESBF, Rui Bastos. Entre a assistência encontravam-se alunos e professores que ouviram com interesse a sua comunicação sobre uma temática tão vasta quanto aliciante, de que deixamos aqui uma síntese elaborada pelo orador.

A lemniscata é o símbolo que representa uma das coisas mais inconcebíveis que conhecemos, ou que achamos conhecer: o Infinito, um conceito que nos é bastante alienígena, mas que ainda assim usamos diariamente, seja nas Ciências, na Arte, na Literatura, ou quando repetimos a fala de um pequeno astronauta de brinquedo.
Podemos então levantar a questão “O que é de facto o Infinito?”, e procurar a resposta na Eternidade simbolizada pela serpente que morde a própria cauda, na imensidão do Universo, no ponto de um quadro em que as linhas paralelas se unem ou na reflexão mútua de espelhos paralelos.
Mas será que podemos encontrar essa resposta? Vários foram os que antes de nós o tentaram, desde o grego Zenão com os seus paradoxos em que Aquiles é incapaz de alcançar a tartaruga, aos infinitos quartos do hotel de Hilbert, ocupados com infinitos hóspedes e onde ainda cabem infinitos hóspedes. Estas ainda são algumas das melhores formas de explicar, perceber e conceber o Infinito, mas a pergunta mantém-se nos dias de hoje. O que é de facto o Infinito? Será que somos capazes de o perceber?
A verdadeira resposta a estas questões não é Universal, e a única coisa que sabemos realmente é que depende de cada um. Da mesma forma que existem infinitos com diferentes tamanhos, também cada pessoa tem o seu próprio conceito de Infinito, que não pode estar exactamente certo, mas que também não pode estar exactamente errado. (Rui Bastos)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Concurso Nacional de Leitura - 1ª fase


Os alunos realizaram, no dia 9 de janeiro, a prova da 1ª fase do CNL. Os livros escolhidos para leitura foram, para o 3º ciclo, Cartas de Beatriz de Maria Teresa Maia Gonzalez e Lobos do mar de R. Kiplimg e, para o secundário, Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco.

Estão de parabéns a Sara Bento do 12º ano, o Guilherme Fonseca (9º ano), a Ana Mara Fonseca (8ºano) e o João Pedro Lima (7ºano)  que ficaram apurados para a 2ª fase do CNL.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Completar poemas


Foi lançado o desafio à turma 5 do 7º ano de completar alguns poemas de autores consagrados. Depois de realizado este exercício foi feita a leitura de ambos os textos: os da autoria dos alunos e os poemas originais.
Deixamos aqui alguns dos melhores exemplos.


Sejam grandiosos como o sol.
Velozes como o vento.
Livres como as andorinhas.

Grandes as árvores dos bosques
que têm flores e frutos
sem fim.

Mas não queiram ajudar os maus
a transformar os espinhos
em rosas e cravos.

E principalmente não pensem na deflorestação.
Não sofram por causa dos espinhos
que são maus
quando se plantam na terra em flores.
Vivam, apenas.
A Morte é para os fracos!
                            David (nº 7) Andreia (nº2) Cristiana (nº 5)

Poema original 
Sejam bons como o sol.
Livres como o vento.
Naturais como as fontes.

Imitem as árvores dos caminhos
que dão flores e frutos
sem complicações.

Mas não queiram convencer os cardos
a transformar os espinhos
em rosas e canções.

E principalmente não pensem na Morte.
Não sofram por causa dos cadáveres
que são belos
quando se desenham na terra em flores.

Vivam, apenas.
A Morte é para os mortos!

                                                         José Gomes Ferreira, Comício
Levanto-me todos os dias,
De manhã
Um bonito sonho
Troco por um despertador
Madrugador.
Um coração de amor
Faminto e desprendido,
Que me alegra no caminho
Envergonhado
A lição três
Do era uma vez
Que é sempre o igual e sempre variado.

André (nº 1),Cristiano(nº 6), Euridson (nº 10)

Oiço todos os dias,
De manhãzinha,
Um bonito poema
Cantado por um melro
Madrugador.
Um poema de amor
Singelo e desprendido,
Que me deixa no ouvido
Envergonhado
A lição virginal
Do natural,
Que é sempre o mesmo, e sempre variado.

                                              Miguel Torga, Diário X



No teu rosto tens a beleza.
Luz amorosa de rosa em rosa,
transparente e opaca.

Melodia
triste mas segura;
música da terra,
cálida, e pura.

Mar imenso,
praia linda, azul e amarela
brisa agreste.
praia da minha vida!

João Vitor, Tiago Pereira, Fábio Pinto

No teu rosto começa a madrugada.
Luz abrindo, de rosa em rosa,
transparente e molhada.

Melodia
distante mas segura;
irrompendo da terra,
cálida, madura.

Mar imenso,
praia deserta, horizontal e calma.
Sabor agreste.
Rosto da minha alma! 

                                    Eugénio de Andrade, Poesia









Pedrada no charco


O exercício de escrita criativa apresentado aos alunos da turma 4 do 7º ano consistiu em escrever palavras iniciadas pela letra colocada na coluna à esquerda, de forma a elaborar uma frase. Deixamos aqui alguns exemplos:

R

I

O
- Roendo

- infinitamente

- ossos


T
A
T
I
A
N
A
- Tu
- andavas
- tão
- indecisa
- até
- no
- amor

A
N
D
R
E
I
A
- amiga
-nunca
- dá
- resposta
- errada
- inesperadamente
- a alguém


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Patrícia Reis - autora de janeiro 2013


A escritora  iniciou o seu percurso no jornal "Independente", trabalhou depois em diversas revistas e jornais portugueses:  "Sábado", "Expresso", "Marie Claire", "Elle" ... e fez um estágio na "Time". Manteve-se durante cerca de 10 anos ligada à revista "Egoista", enquanto prosseguia com a produção literária.
Patrícia Reis, numa entrevista a Ana Mesquita da Fashion for fun, fala do seu último livro "Por este mundo acima" e da sua relação com a escrita e com a vida.
Destaca também os escritores da sua predileção:  Vergílio Ferreira, Machado de Assis, Clarice Lispector, Eça de Queirós, Agustina Bessa-Luís e Inês Pedrosa.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Uma escola...de oportunidades

O ciclo de "Conversas à 4ª feira" programadas para o 1º período, terminou com a sessão dinamizada pelo professor Severiano Pinhão, no dia 5 de dezembro. 


A propósito de umas conversas…
Saudáveis… Reveladoras… Edificantes…
É fácil – conversar – trocar ideias, darmo-nos a conhecer, compreender os outros, aprendermos com experiências alheias.
No fundo, foi o que aconteceu ao quinto dia de Dezembro: alguns alunos foram convidados a “dar dois dedos de conversa” sobre oportunidades.
Eram quase todos alunos dos CEF e de cursos Profissionais que conversaram sobre o passado (na escola), da necessidade de mudarem de atitude relativamente ao encarar de um futuro, sobretudo mais consciente, mais responsável.
Contaram as suas experiências, registaram algumas diferenças para o ensino regular e até as dificuldades sentidas num percurso, para a maioria, cheio de obstáculos.
À conversa estivemos então, quase uma hora, e foi possível compreendermos melhor que as oportunidades não podem ser desaproveitadas, e até as intervenções mais emocionadas revelaram a faceta empenhada daqueles que andaram “distraídos” durante alguns anos da sua vida escolar.
Foi agradável, dinâmica e interessante.
Não foi pretensiosa, mas agregadora de ideias de jovens que, na sua maioria, hoje em dia, já têm uma visão mais equilibrada da sua vida futura.
Não foi, de certeza, uma “conversa da treta”. Pelo compromisso, pela vontade (de participar), pela apresentação de algumas ideias bem interessantes, por nos apercebermos, acima de tudo, que alguns dos nossos estudantes têm hoje uma visão bem mais evoluída do significado da expressão “andar na escola”.
E o conforto, o ânimo que dá vê-los crescer (intelectualmente)!
É agradável frequentar as aulas.
É bom aprender.
É salutar conversar.
                                                                                   severiano

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Homenagem em vésperas de Natal

O convivio natalício que juntou professores e funcionários da escola para um lanche, que se seguiu a um momento musical, foi rematado, de forma particularmente afetiva, com a leitura de um conjunto de versos, escritos pela professora Clara Botelho, em homenagem às funcionárias da ESBF;

“Uma palavra de afeto pode aquecer 3 meses de Inverno” - Provérbio japonês

Temos uma escola nova, grande, fria e com muito betão
Muitas coisas mudaram com as nossas obras…
Parece que nestes corredores, feitos para correr…
São as coisas boas que ficam por dizer!

Há tempo para criticar mas raramente para louvar…
Hoje o que eu quero, então, não é criticar o betão, mas enaltecer o cimento!
O cimento da União…

Quem ajuda os alunos, sempre com muita discrição,
Quem os ouve, os observa e lhes dá a mão,
Sem Pit, sem Planos, sem medidas de integração,
Apenas com carinho, bom senso e dedicação?

Quem ajuda os professores, brinca ou anima conforme a situação?
Lima as arestas do dia-a-dia, arranja fotocópias de última hora…
Leva comprimidos à sala para aliviar a tensão?
E toda a escola, no Natal e na Páscoa decora?

“Ó professora, falta assinar no dia doze!
Ó professor, vou buscar o livro de ponto!
Professora, está com um ar triste, hoje…
Professor, precisa da minha intervenção?”

Quem consola nos momentos de luto?
Quem traz alegria nos dias de festa e limpa tudo quando o pano cai?
Quem enche a igreja quando um de nós se vai…
Quem marca presença quando um abraço é tudo?

Mães coragem, mulheres pacientes e avós presentes…
Perante a crise, queixam-se menos e trabalham mais…
Rissóis, croquetes e outros que tais…
Enchem-se de força, ajudam todos e sempre contentes!

São as nossas funcionárias e quero hoje agradecer
Por todo o carinho e todo o bem que nos sabem fazer
D. Ana, Adelinda, Lúcia, Natália ou Conceição…

Para sempre os vossos nomes estão gravados no nosso coração!

Não é de hoje a vontade de vos prestar homenagem…
Fui à Junta de Freguesia perguntar
O que se podia fazer, talvez um evento?…
Parece que para esse fim, de momento

Nada se pode arranjar!
O país não dispõe de verba para encorajar!
A troika não dá espaço ao sentimento
É preciso é trabalhar e marchar, marchar!

Resta-me então as palavras…
As palavras são livres e gratuitas por enquanto
E podem valer mais do que um subsídio e outro tanto!
São belas e frágeis como flores

Mas podem atenuar as nossas dores…
É preciso cuidado com as palavras…
Pois se é certo que as ocas as leva o vento…
Também é verdade que as fortes ficam a morar no pensamento…

Fiquem então com esta por muito tempo:

Obrigada!
Clara Botelho