sábado, 10 de novembro de 2012

Leitura e poder: uma relação em memória - Conversas à 4ª feira


A conversa subordinada ao tema “Leitura e Poder: uma relação em memória”, teve como objetivo essencial lembrar o significado e a importância da leitura para a vivência pessoal, social e política, partindo de uma abordagem da sua relação com o Poder (político) e do entendimento da natureza do seu poder.

A exposição e o diálogo mantido com os alunos participantes (10º 1), desenrolaram-se a partir de um conjunto de diapositivos, organizados em três “capítulos”, a saber:

- A “censura” que marcou sempre a relação da leitura/escrita com o Poder, constituindo-se também como um desafio à criatividade dos autores para fugirem às suas apertadas malhas.

- O “poder da palavra”, muito mais extensivo e desafiante do poder político com a massificação da cultura, no século XX, quando os meios de comunicação alcançam um estatuto que lhes permite manipular a opinião pública.

- O “poder da leitura”, associado a práticas sociais e individuais, impondo-se à frieza das estatísticas, que sugerem um universo de iletrados superior ao que existiria na realidade, no século XX, bem como no Antigo Regime.

Os alunos acompanharam o desenvolvimento da sessão de forma participativa, muito embora no final tenha ficado a impressão de que a riqueza do tema justificaria um aprofundamento de alguns aspetos somente aflorados, atendendo às limitações de tempo e ao público-alvo.

                                                                                                                           M. Fátima Pinto

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Autor do mês de Novembro - Camilo Castelo Branco

Neste ano de comemoração dos 150 anos da publicação de uma das obras mais significativas do escritor Camilo Castelo Branco e do Romantismo português, "Amor de perdição", pensamos que seria interessante promover algumas atividades relacionadas com o autor e a sua escrita, tentando prolongar a lembrança de Camilo Castelo Branco até ao mês do seu nascimento - março -, o que passa também por associar o homem e a obra ao mês dos afetos, fevereiro. Das atividades que forem desenvolvidas iremos dando conta neste espaço.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Humor nos tempos de crise - exposição

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O humor encarado como auto-ironia e auto-erosão foi uma das ideias condutoras deste projeto que reúne no Museu da Electricidade em Lisboa um conjunto de obras que pretendem levar os visitantes a refletir sobre o sentido do humor que lhes é revelado de uma forma muito séria. 
No programa Câmara Clara os curadores deste evento apresentaram-nos a exposição, ao mesmo tempo que davam conta das suas motivações e responsabilidades, estimulando a curiosidade dos telespectadores 

Viajar na Champagne - Conversas à 4ª feira


Esta quarta-feira, as conversas transportaram-nos à região francesa de Champagne, famosa pela reputada bebida, conhecida mundialmente pelo mesmo nome. A professora Luísa Campos levou-nos numa viagem pela história e pela cultura desta região, através de fotografias e da sua experiência pessoal. Uma partilha a duas cores, a Champagne verde, cheia de vida e a Champagne vítima das duas grandes guerras. Uma convivência resultante da decisão dos seus habitantes que, deliberadamente, não querem que as feridas sejam encobertas pela reparação dos sucessivos estragos, mas permaneçam na memória de todos, como uma lição para todas as gerações. Filosofia partilhada por Rodin e Le Courboisier.

Arras (o seu cemitério), Mur des Fusilles, entre outros, são memoriais dedicados a todos os franceses que caíram em defesa do seu país. Chalons-en-Champagne, Reims exibem a preciosa bebida, da qual duas marcas se destacam, Moêt et Chandon e Mercier. Esta última foi levada, numa grande pipa, por dois corpos de juntas de bois para a Feira Mundial de Paris.

Curiosamente, as caves rochosas onde trabalhavam os empregados do senhor Mercier, foram por ele decoradas com estátuas para os seus trabalhadores beneficiarem de um ambiente mais acolhedor e harmonioso. Eles trabalhavam, diariamente, dezoito metros abaixo do solo!
Esta viagem chegou ao fim, com as manifestações de agrado do público presente, que incluía dois ex-alunos da escola. A vontade de visitar a Champagne ficou no ar e os alunos foram reagindo consoante a sua sensibilidade, quer ao aspeto mais verde e vivo, quer ao aspeto mais triste e devastador da região. A indiferença não teve aqui lugar.

sábado, 27 de outubro de 2012

Conversas à 4ª f: - A crise económíca


O professor Arménio Carreira iniciou a conversa sobre a crise económica, referindo as principais causas que podem levar um Estado a chegar a uma situação em que lhe faltem os recursos económicos. Esclareceu que, quando essa situação se agrava, surge a necessidade de pedir ajuda externa, o que implica o endividamento, não só relativo ao montante da quantia emprestada, como também dos respectivos juros. Para fazer face às obrigações decorrentes da necessidade de proceder ao pagamento destas dívidas, os governos exigem o cumprimento de medidas que afectam inevitavelmente a vida das empresas, dos trabalhadores e das famílias.



Uma vez que, em Portugal, estamos a viver os efeitos de uma crise desta natureza, acentuada pelas medidas de austeridade impostas pelo governo, o professor Arménio Carreira promoveu o debate da questão, solicitando aos alunos que manifestassem as suas opiniões a respeito deste assunto, e que apresentassem medidas alternativas, que considerassem poder revelar-se eficazes para combater a crise económica no nosso país.

Os alunos presentes, mostraram estar bem informados sobre a realidade nacional, e expuseram opiniões fundamentadas, de entre as quais se podem destacar as que se centraram em medidas como a mudança de governo, a criação de oportunidades para os jovens entrarem no mercado de trabalho, o aproveitamento dos recursos naturais, o aumento das exportações, e o consumo de produtos nacionais.

O professor Arménio Carreira foi aproveitando as intervenções dos alunos para validar a pertinência das que foram formuladas com mais rigor e convicção, tendo elogiado a participação de todos.

Manuela Silva

A Biblioteca Escolar: uma chave para o passado, presente e futuro


"Outubro é o mês em que se comemora a Biblioteca. O nosso contributo para essa comemoração, será a redação de textos alusivos a esse espaço a que, de alguma forma, estamos ligados."
Assim sendo, a tarefa proposta aos alunos do 7º 2, no âmbito do projeto de escrita criativa, consistiu em escrever um texto de 100 a 200 palavras, iniciando-o com uma das seguintes frases:
"Eu sou a Biblioteca e esta é uma página do meu diário:"
"Eu sou a Biblioteca do passado..."
"Eu sou a Biblioteca do presente..."
"Eu sou a Biblioteca do futuro..."
"Eu sou uma estante de livros. O meu sonho é poder,um dia,viver numa Biblioteca"

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mário de Carvalho no Câmara Clara

Mário de Carvalho, o convidado do programa Câmara Clara, no dia 21 de outubro, foi desafiado a falar das suas mais recentes obras, O Varandim, seguido de Ocaso em Carvangel e a pronunciar-se sobre as leituras preferidas, em particular no que respeita aos autores clássicos, entre os quais Mário de Carvalho destacou dois expoentes da literatura portuguesa do século XIX, a saber, Camilo Castelo Branco (comemoração dos 150 anos da publicação do Amor de Perdição) e Eça de Queirós. Questionado sobre o seu percurso político, associado ao partido comunista, a propósito da realidade atual, o autor admitiu uma falta de identificação com a prática partidária e esquivou-se a dar respostas diretas às questões de opinião colocadas por Paula Moura Pinheiro.