segunda-feira, 9 de julho de 2012
José Régio por Eugénio Lisboa
Uma visita à casa de José Régio em Vila do Conde sob a orientação de Eugénio Lisboa, um admirador, amigo e cultor do poeta e pintor, foi a proposta do programa Câmara Clara para o dia 8 de Julho de 2012.
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sábado, 7 de julho de 2012
Ernest Hemingway - Autor de Julho
Escritor norte-americano que nasceu e morreu no mês de Julho, um dos mais conhecidos membros da “geração perdida” , que se encontrou em Paris para viver, quase sempre de forma atribulada, as suas experiências artísticas e literárias.
Hemingway teve uma intensa relação com a Espanha, onde desempenhou funções de correspondente de guerra, durante a Guerra Civil Espanhola, facto que inspirou algumas das suas obras, engajando-se ao lado dos republicanos contra as forças nacionalistas de Franco, que representavam a ideologia fascista.
Em 1952 publicou "O Velho e o Mar", considerada a sua obra-prima, com a qual ganhou o prêmio Pulitzer (1953) . No ano seguinte, 1954, foi laureado com o Nobel de Literatura .
"Todos os bons livros se parecem: são mais reais do que se tivessem acontecido de verdade."
As personagens deste escritor defrontaram-se com o problema da "evidência trágica" do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira jogou com a morte até que, em 1961, chegou o desfecho da forma mais trágica, como a ideia que sempre o perseguira – o suicídio.
"É sempre assim. Morre-se. Não se compreende nada. Nunca se tem tempo de aprender. Envolvem-nos no jogo. Ensinam-nos as regras e à primeira falta matam-nos." In, O Adeus às Armas
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Luísa Costa Gomes na BECRE
No dia 29 de maio foi a vez de recebermos na biblioteca a escritora Luísa Costa Gomes, que foi depois escolhida como autora do mês de junho.
Três alunos do 10º6 leram e falaram sobre contos da autora, aproveitando a sua presença para esclarecer as ideias veiculadas nesses textos e também o estilo de narrativa desenvolvido por Luísa Costa Gomes. A autora deixou bem claro a separação que faz entre realidade e ficção literária: dois mundos que não tendem a tocar-se, ainda que não se possa recusar a influência, mesmo que indesejada, do vida real da escritora na sua obra, que ela pretende que seja essencialmente uma ficção.
Os alunos do 8º. 2 partilharam diferentes leituras: "O Sonhador"; "O visconde cortado ao meio" e "Um homem com um garfo numa terra de sopas".
Mesmo sem a interação desejada, valeu a pena ouvir os alunos e a escritora, que respondeu de forma direta e sincera às questões que lhe foram colocadas
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Jorge Sequerra deu voz a Cesário Verde
O poeta Cesário Verde foi lido e explicado pelo ator Jorge Sequerra com grande emoção, perante um público atento, constituído pelos alunos do 11º ano, que têm como obrigatório o estudo deste autor. Foi uma aula de Português diferente e uma experiência de leitura do texto poético igualmente distinta, que a biblioteca promoveu, mais uma vez, em articulação com a área disciplinar de Português.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Descrever sem adjetivos
Fazer o elogio de alguém sem usar um único adjetivo, foi o desafio lançado aos alunos do 9º 4. Publicamos aqui o texto que obteve melhor avaliação, por parte das professoras de Português responsáveis pela proposta desta atividade para desenvolver no âmbito do Clube de Poesia da BECRE.
"Caminhavam pelas rochas, sapatos de esperança e aventura. A cada passo, os seus corações palpitavam com mais força. Todos olhavam aquelas rochas com desafio e curiosidade de saber o que estas escondiam por detrás delas.
Águias e abutres lá no alto, observavam-nos com a intenção de conseguir defender o seu território. Todos ali mereceriam respeito e dignidade. Uns por uma causa, outros por outra."
João Capelas; Miguel Ferreira; Nuno Jacinto
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Clube de Poesia
Poesia
Gota cai…
Já estás perto do
meu olhar,
Pequena gota do
oceano.
Pura de amor,
translúcida de dor…
Fresca e nova presa
nesse mar tirano…
Navega por entre
esse cenário castanho…
Navega por entre
esse cenário triste!...
Oh! Como tu pequena
que és
Carregas tão grande
tormento…
Gota, lamento!
Lamento que tenhas
de ser separada de teus irmãos
Mas o mar não é
lugar para uma gota abalada como tu…
Gota sai! Sai desse
frio mar que não te entende…
Cai Gota! Cai de ti
mesma porque o Oceano é calmo…
Tu, só tu fazes a
diferença entre a passividade
E a sua turbulência…
Sê livre desse falso
amor que em ti se encerra…
Sê livre de ti
mesma!...
Madalena Almeida (9º 4)
Cai gota, percorre a
pele da minha cara!...
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Laboratório da escrita
O gosto da poesia
Concha
Concha, meu ser, minha eternidade...
Velha que estás da mesma brisa...
Em ti consigo observar toda a solidão que me abalou;
Todos os perigos e obstáculos do Mundo,
Num pequeno e curto espaço do ar...
Com todos os bocados espalhados pelos cantos da Terra!
Porque não vais ao encontro de ti mesma?
Percebo a insegurança com que estás no meu peito...
Percebo que o teu fado não é junto de mim...
Mesmo que já só reste um bocado de ti,
Ainda tens um espaço guardado no meu corpo...
Eu sei que preferes ir à deriva das ondas mas,
Já é tarde...
As peças que desapareceram de ti,
Amparadas pela desilusão,
Tiveram força e vontade suficiente para enfrentar a Vida!
Mas eu não o consigo fazer. Desculpa!...
És o meu reflexo...
Não te quero magoar mais!
Por isso não abro as duras portas da Vida;
Só para te poupar!
Tu és eu, eu sou tu...
És o que me resta de mim!...
Madalena (9º.4)
Madalena
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