quinta-feira, 10 de maio de 2012

Colagens e montagens: os melhores trabalhos


As professoras de Português, Fernanda Duarte e Manuela Silva, elaboraram um Parecer sobre a atividade "colagens e montagens", realizada pelos alunos da turma 5 do 8º ano, no âmbito do Clube de Poesia/Escrita Criativa.  
            Mais uma vez, esta actividade baseada em colagens, deu origem a trabalhos sugestivos da criatividade e da sensibilidade dos alunos que os realizaram.
            Todos os cartazes são portadores de mensagens perfeitamente adequadas à realidade vivencial que partilhamos, enquanto seres humanos responsáveis pelo bem-estar colectivo. Assim sendo, justifica-se a pertinência dos temas relativos à importância da amizade; à valorização do futuro, através da inovação; ao apelo à paz; à importância da liberdade de escolha; à “magia” que dá cor à vida; ao conceito de heroísmo associado ao conceito de justiça, a crença no futuro de Portugal enquanto apelo ao orgulho nacional.
            Com efeito, todos os alunos, em particular, e todos os grupos, em geral, merecem o reconhecimento das suas capacidades, quanto à selecção de imagem, construção de texto e disposição gráfica, postas em prática na obtenção de um conjunto apelativo e pleno de significado.
            Como esta actividade se integra no âmbito de um concurso, torna-se, pois, necessário seleccionar o melhor trabalho. Assim, na nossa qualidade de júri, destacamos dois cartazes – A Visão do Medo, da autoria de Lisandra Mendes, Isa Tavares e Sara Silva (8º5); Um Verdadeiro Orgulho, de Fábio Santos, Bruno Bonafina e Bruno Amaral (8º5).
            Para além das qualidades comuns a todos os trabalhos, estes dois cartazes constituem um assinalável contributo para a valorização da vida, numa época em que o pessimismo teima em instalar-se – “mudar de visões, “... uma herança de vida que é a paz de Portugal”, “o início do pessimismo é hoje a raiz do ódio”, “pensando sem parar no melhor da vida” e “Não deixes morrer o Sonho!” são afirmações que demonstram a valorização positiva que deve presidir à existência de todos nós.
Parabéns aos autores.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Autora de maio - Maria Teresa Horta

A autora do mês nasceu em Lisboa no dia 20 de maio de 1937.O seu nome e a sua vivência não podem dissociar-se da causa feminista, muito embora a sua atividade criativa se situe no domínio da Literatura, consubstanciando-se na escrita de poemas mas também de textos jornalísticos e, mais recentemente, romances, incluindo uma obra de grande fôlego centrada numa personalidade histórica, igualmente feminina e escritora, como a sua descendente em 5º grau. Referimos-nos à Marquesa de Alorna , a figura central da mais recente publicação de Maria Teresa Horta, que implicou uma extensa pesquisa, recorrendo a fontes inéditas, encontradas maioritariamente na Torre do Tombo.

Suprimir - Clube de Poesia/Escrita Criativa


Os alunos da turma 5 do 9º ano realizaram, hoje, uma atividade no âmbito do projeto "Clube de Poesia/Escrita Criativa", designada por "Suprimir" e que consiste em retirar, riscando, algumas palavras/expressões do texto apresentado, de forma a criar outro texto, com um sentido semelhante ou diferente, conforme as palavras suprimidas.

Foram trabalhados textos de Teolinda Gersão: "A Orelha" e "A Velha", extraídos da obra Histórias de Ver e Andar, e de Ilse Llosa, um excerto da obra O Mundo em que vivi.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Partir...


Partir é morrer um pouco…

De tantas vezes que parti

Desloquei-me a diferentes terras.

Mas nunca em nenhuma viagem senti

Qualquer mudança interior em mim!

Talvez tenha ficado diferente exteriormente…

Talvez tenha crescido uns centímetros…

Talvez o meu rosto se tenha alterado…

Mas nada por dentro terá mudado.

Mesmo assim posso dizer que partir é morrer um pouco…

Não se trata de uma simples partida.

Trata-se de objetivos.

Assim como uma verdadeira corrida

Que, quando olhamos para trás

Percebemos que já está cumprida…

Sentimos felicidade…

Cada viagem ao nosso interior

Faz-nos sentir com valor

Para encarar a realidade…

De todas as viagens interiores

Vi defeitos e qualidades que pensava que tinha.

Começarem a desaparecer…

É isso que é morrer (um pouco)

Morre a parte do nosso carácter que está desconhecida;

E nasce um ser com novas qualidades para toda a vida…

Partir é morrer…

Mas também é renascer!...

Madalena Almeida

domingo, 29 de abril de 2012

Nuno Júdice - autor de abril


Nascido na Mexilhoeira Grande em 29 de abril de 1949, Nuno Júdice estudou Filologia Românica, estando desde então ligado ao mundo das letras, quer como autor, quer como professor.
Inaugurou a sua carreira literária em 1972 com o livro de poesia "A noção do poema" a que se seguiram várias outras obras e publicações de natureza diversa,que lhe valeram alguns prestigiosos prémios.
Destacamos um texto que consideramos particularmente interessante

Princípios

Podíamos saber um pouco mais

da morte. Mas não seria isso que nos faria

ter vontade de morrer mais

depressa.

Podíamos saber um pouco mais

da vida. Talvez não precisássemos de viver

tanto, quando só o que é preciso é saber

que temos de viver.

Podíamos saber um pouco mais

do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar

de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou

amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada

sabemos do amor.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O meu texto...


Deus fez os brancos e os pretos para, nas costas de uns e outros poder decifrar o Homem.

Todos sabemos que, ainda hoje, o racismo toma parte ativa na nossa sociedade. Mas não só na nossa. Por todo o mundo nos chegam notícias de mortes por intolerância ou fanatismo de todos os tipos.

Não falo apenas de racismo, falo também de religião, sexo, ideologias políticas e de um sem fim de questões, mas todas elas absurdas.

É, realmente, através das diferenças que se vê o tipo de pessoa que se é. até mesmo pelo modo como se tratam os animais.

Quanto mais evoluídos nos achamos, pior nos comportamos. Deixámos de respeitar o próximo. Lealdade, sinceridade, honestidade, não passam de palavras sem qualquer sentido.

Achamo-nos felizes, mas o único amor que conhecemos é o amor-próprio, ou egoísmo.

Matar, roubar, violar, são palavras que não nos custam ouvir, pois já estamos intimamente ligados a elas. Pô-las em prática também não nos custa.

Sabemos criticar os outros, fazendo com que se sintam mal, sabemos insultar, chamar os outros de incapazes e incompetentes, mas a verdade é que não sabemos fazer melhor. Não sabemos sequer pôr-nos no lugar dessa pessoa, e se acreditamos que o fazemos, dizemos que fazíamos mais e melhor.

Acreditamos que temos sempre razão. Destruímo-nos, destruímos os outros e destruímos o nosso planeta em nome da evolução. Uma falsa evolução que nos estupidifica.

Provocamos catástrofes, guerras, extinções de espécies exóticas, poluímos, criamos seres com inteligência artificial, enquanto maltratamos, ou até matamos, seres muito mais inteligentes do que nós, os animais.

Também a natureza é desprezada e mal compreendida.

Todos nós podemos melhorar com pequenos gestos. Não mandar lixo para o chão, ajudar quem precise.

Dizem que o mundo não pode ser mudado, mas eu não acredito.

Diana Filipa dos Santos Pereira, nº12, 10º6


terça-feira, 24 de abril de 2012

As minhas leituras III


“ O Jardim dos Segredos” de Kate Morton.
Informações da Autora: Kate Morton nasceu no sul da Austrália. Atualmente vive ainda na Austrália. Licenciou-se em Artes Dramáticas e mais recentemente em Literatura Inglesa. Kate vive com o marido e os seus dois filhos em Brisbane num palacete do século XIX repleto de mistérios. O Jardim dos Segredos é o seu segundo romance depois do sucesso internacional obtido com o Segredo da Casa de Riverton. Os seus livros estão publicados em 31 países.

Resumo: Esta história é sobre uma criança perdida. Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. A mulher misteriosa que prometera tomar conta dela tinha desaparecido sem deixar rasto.

Citações:” Comecei a perceber que aquilo que temos como certo tem uma importância imensa. Sabem, a família, o parentesco, o passado… constituem o que somos.”

Comentário: Gostei deste livro pois conta a história de uma menina que por momentos perdeu a sua verdadeira família, mas que ganhou uma ainda melhor.

Ana Luísa Barros Nunes, nº2, 10º6