quinta-feira, 3 de maio de 2012

Suprimir - Clube de Poesia/Escrita Criativa


Os alunos da turma 5 do 9º ano realizaram, hoje, uma atividade no âmbito do projeto "Clube de Poesia/Escrita Criativa", designada por "Suprimir" e que consiste em retirar, riscando, algumas palavras/expressões do texto apresentado, de forma a criar outro texto, com um sentido semelhante ou diferente, conforme as palavras suprimidas.

Foram trabalhados textos de Teolinda Gersão: "A Orelha" e "A Velha", extraídos da obra Histórias de Ver e Andar, e de Ilse Llosa, um excerto da obra O Mundo em que vivi.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Partir...


Partir é morrer um pouco…

De tantas vezes que parti

Desloquei-me a diferentes terras.

Mas nunca em nenhuma viagem senti

Qualquer mudança interior em mim!

Talvez tenha ficado diferente exteriormente…

Talvez tenha crescido uns centímetros…

Talvez o meu rosto se tenha alterado…

Mas nada por dentro terá mudado.

Mesmo assim posso dizer que partir é morrer um pouco…

Não se trata de uma simples partida.

Trata-se de objetivos.

Assim como uma verdadeira corrida

Que, quando olhamos para trás

Percebemos que já está cumprida…

Sentimos felicidade…

Cada viagem ao nosso interior

Faz-nos sentir com valor

Para encarar a realidade…

De todas as viagens interiores

Vi defeitos e qualidades que pensava que tinha.

Começarem a desaparecer…

É isso que é morrer (um pouco)

Morre a parte do nosso carácter que está desconhecida;

E nasce um ser com novas qualidades para toda a vida…

Partir é morrer…

Mas também é renascer!...

Madalena Almeida

domingo, 29 de abril de 2012

Nuno Júdice - autor de abril


Nascido na Mexilhoeira Grande em 29 de abril de 1949, Nuno Júdice estudou Filologia Românica, estando desde então ligado ao mundo das letras, quer como autor, quer como professor.
Inaugurou a sua carreira literária em 1972 com o livro de poesia "A noção do poema" a que se seguiram várias outras obras e publicações de natureza diversa,que lhe valeram alguns prestigiosos prémios.
Destacamos um texto que consideramos particularmente interessante

Princípios

Podíamos saber um pouco mais

da morte. Mas não seria isso que nos faria

ter vontade de morrer mais

depressa.

Podíamos saber um pouco mais

da vida. Talvez não precisássemos de viver

tanto, quando só o que é preciso é saber

que temos de viver.

Podíamos saber um pouco mais

do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar

de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou

amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada

sabemos do amor.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O meu texto...


Deus fez os brancos e os pretos para, nas costas de uns e outros poder decifrar o Homem.

Todos sabemos que, ainda hoje, o racismo toma parte ativa na nossa sociedade. Mas não só na nossa. Por todo o mundo nos chegam notícias de mortes por intolerância ou fanatismo de todos os tipos.

Não falo apenas de racismo, falo também de religião, sexo, ideologias políticas e de um sem fim de questões, mas todas elas absurdas.

É, realmente, através das diferenças que se vê o tipo de pessoa que se é. até mesmo pelo modo como se tratam os animais.

Quanto mais evoluídos nos achamos, pior nos comportamos. Deixámos de respeitar o próximo. Lealdade, sinceridade, honestidade, não passam de palavras sem qualquer sentido.

Achamo-nos felizes, mas o único amor que conhecemos é o amor-próprio, ou egoísmo.

Matar, roubar, violar, são palavras que não nos custam ouvir, pois já estamos intimamente ligados a elas. Pô-las em prática também não nos custa.

Sabemos criticar os outros, fazendo com que se sintam mal, sabemos insultar, chamar os outros de incapazes e incompetentes, mas a verdade é que não sabemos fazer melhor. Não sabemos sequer pôr-nos no lugar dessa pessoa, e se acreditamos que o fazemos, dizemos que fazíamos mais e melhor.

Acreditamos que temos sempre razão. Destruímo-nos, destruímos os outros e destruímos o nosso planeta em nome da evolução. Uma falsa evolução que nos estupidifica.

Provocamos catástrofes, guerras, extinções de espécies exóticas, poluímos, criamos seres com inteligência artificial, enquanto maltratamos, ou até matamos, seres muito mais inteligentes do que nós, os animais.

Também a natureza é desprezada e mal compreendida.

Todos nós podemos melhorar com pequenos gestos. Não mandar lixo para o chão, ajudar quem precise.

Dizem que o mundo não pode ser mudado, mas eu não acredito.

Diana Filipa dos Santos Pereira, nº12, 10º6


terça-feira, 24 de abril de 2012

As minhas leituras III


“ O Jardim dos Segredos” de Kate Morton.
Informações da Autora: Kate Morton nasceu no sul da Austrália. Atualmente vive ainda na Austrália. Licenciou-se em Artes Dramáticas e mais recentemente em Literatura Inglesa. Kate vive com o marido e os seus dois filhos em Brisbane num palacete do século XIX repleto de mistérios. O Jardim dos Segredos é o seu segundo romance depois do sucesso internacional obtido com o Segredo da Casa de Riverton. Os seus livros estão publicados em 31 países.

Resumo: Esta história é sobre uma criança perdida. Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. A mulher misteriosa que prometera tomar conta dela tinha desaparecido sem deixar rasto.

Citações:” Comecei a perceber que aquilo que temos como certo tem uma importância imensa. Sabem, a família, o parentesco, o passado… constituem o que somos.”

Comentário: Gostei deste livro pois conta a história de uma menina que por momentos perdeu a sua verdadeira família, mas que ganhou uma ainda melhor.

Ana Luísa Barros Nunes, nº2, 10º6

As minhas leituras II



“ A Bússola” de Tammy Kling e John Spencer Ellis (2009)

Título original “The Compass”, tem como personagem principal Jonathan Taylor, um homem que sofre um acidente de viação juntamente com a sua família: a sua mulher Lacy entra em coma e a sua filha Boo com apenas cinco anos, morre em seus braços. O irmão de Jonathan ao vê-lo em tal profunda depressão interna-o numa clínica de Tucson, mas ele foge e vai trabalhar nesse mesmo dia como se nada fosse. Mais tarde, alienado de tudo e de todos decide abandonar o emprego e parte para uma longa viagem onde vai conhecer muitas pessoas que vão ajudá-lo a seguir em frente, ensinando-lhe dez lições de vida que vão mudar a sua maneira de pensar. Mais tarde e depois de ter sido acolhido por uma família em Amersfoord, decide ligar ao irmão e descobre que Lacy tinha sobrevivido e recuperado do coma e que estava agora a trabalhar numa livraria em Orange County.

Jonathan decide regressar a casa, junta-se à sua mulher Lacy e descobre que ela tinha feito a mesma viagem, ambos decidem confrontar as suas emoções e por fim escutar, deixarem-se guiar pelas suas próprias Bússolas.

Patrícia Monsanto, nº25, 10º6

As minhas leituras I


“O Sopro do Mal” de Donato Carrisi ( 2010), Porto Editora

Sobre o Autor: Donato Carrisi nasceu em 1973 em Martina Franca, na Itália. Licenciado em Direito, especializou-se depois em Criminologia e Ciências do Comportamento. Desde 1999 que se dedica à carreira de argumentista de cinema e televisão. “Sopro do Mal” é o seu primeiro livro.

Resumo: Seis braços enterrados. Seis crianças desaparecidas. Um serial killer brilhante e monstruoso, que instiga os outros a matar por si.

O criminologista Goran Gavila e a sua equipa de investigação são chamados a intervir, procurando descobrir um assassino que constantemente parece pô-los à prova.

Mila Vasquez, investigadora especializada em encontrar pessoas desaparecidas, entra em cena e junta-se à caça do homicida.

Mas cada passo que dá é, na verdade, controlado por uma mente genial e implacável. Tudo se passa como num diabólico jogo da verdade, como se o Mal trouxesse consigo uma mensagem.

Citações:

“É difícil descobrir estes indivíduos. Por fora parecem completamente normais, homens comuns. Mas, escavando a superfície da normalidade, eis que aparece o seu “eu” interior. Aquilo que muitos deles chamam “a besta”. Gorka alimentou-a com os seus sonhos, com os seus desejos. Às vezes teve de fazer contas com ela. Talvez a tenha até combatido durante um determinado período da sua vida. Mas, no fim, chegou a um compromisso. Percebeu que só havia um modo de a calar: contentá-la. De outra forma, devorá-lo-ia por dentro.”

“Mas cedo o gesto tem de se repetir. Porque o efeito desaparece, a recordação já não chega e aparece um sentimento de insatisfação e de repugnância. As fantasias já não chegam e é necessário repetir o ritual. A necessidade deve ser saciada. Infinitamente.”

Comentário: Como cada livro que tenho, fiquei fascinado por este. O tema para mim é apelativo, uma coisa de que gosto, e só contribuiu para o meu gosto e ansiedade de o ler. Adoro temas de criminologia, casos de assassinos em série, seja séries de televisão, livros ou filmes. O livro é envolvente, e o autor sabe como dosear o suspense e fazer pausas antes de arrastar o leitor de novo para a ação. Quem for capaz de aguentar 460 páginas deste thriller potentíssimo, no final terão uma surpresa surpreendente.

Fábio Costa, nº14, 10º6